domingo, 24 de setembro de 2017

Cidade-noite



Cidade-noite
Cidade morta-viva
em enorme dormida,
de arranha-céus frios todos,
cai encima da tal lua...
A noite é essa contumaz
convidada que não
pede passagem, só
adivinha nosso anseio...
Tranquilamente passa
por entre os dedos como
areia de uma praia longe,
perdida à madrugada...
Por mais que trafeguemos
pelas suas vielas dessas
arquiteturas podres,
não saberemos nunca...
Cidade, uma suntuosa
cadeia de ouro bem puro,
a que não se desprende
dessa função de zeitgeist...
Mauricio Duarte (Divyam Anuragi)

domingo, 17 de setembro de 2017

ANTOLOGIA POÉTICA MUNDO DAS POESIAS

Eu, Mauricio Duarte, estou participando da Antologia Mundo das Poesias que tem a organização do autor Adriano Ferris.

Alguns poemas de minha autoria que estão no livro:
Seis da tarde

Bateram os sinos na hora
da Ave-Maria e os meus
dentes rangeram porque os
tempos são de morte e não
porque nalgum canto obscuro
da minha alma eu me tenha
ressentido, não, esse perigo
não existe mais, mas às seis
da tarde, os tempos são de
morte; minha cabeça dói.

Só esses loucos é que sabem...

Bateram os sinos naquela
hora dos culpados e dos
que culpam e a minha voz
era rouca, a lágrima caía,
meus olhos, inundando os
mares do meu rosto; sem que
eu pudesse dizer nem ao
menos: deixe-me, deixe-me.
Em si, fora da morte, sangue,
carne; minha cabeça dói.

Só esses loucos é que sabem...

Bateram os sinos no fim
daquela tarde e o sol
purgava os sons da tristeza,
que vinham ao encontro da
nossa santidade ou do
que de diabólico temos.
Não faz diferença, por mim,
por ti, por todos nós e almas
do purgatório, clamam, enfim,
assim; minha cabeça dói.

Só esses loucos é que sabem...

Mauricio Duarte


Nosso pôr do sol de amor

A tarde foi indo embora,
levando junto, assim,
você de mim, sem mais,
nem meio mais, minha amada...

O pôr do sol veio vindo,
sem que eu soubesse qual
o destino mais cruel:
se a solidão ou a tal dor...

A dor da perda desse
nosso amor, minha amada;
nos enlaçava tão
fortemente há pouco...

Momentos bons de grande
felicidade e brilho
radiante desse astro-rei,
nosso sol de amor vivi...

Junto a você era muito
feliz e íamos bem juntos,
movidos à paixão,
conduzidos em alma...

Mas enfim, o sol tinha
que se pôr como tudo
na vida acaba um dia;
seja feliz meu amor...

Mauricio Duarte 


Máscaras

Tudo é máscara, homem!

Máscara rubra, do falso
e demagógico clamor
pelos mais necessitados...

Distorcido arremedo
de vontade poderosa,
mas sem força, sem caminho...

Máscara blue, muito azul
profundo, que busca a
verdade, inútil hoje.

Metas de justeza que
nunca chegam a contento,
naufragando, alto-mar...

Máscara amarelada,
escrúpulo diligente
que torna velhos, os jovens.

Insensatez travestida
de precaução, retirando
toda espontaneidade...

Tudo é máscara, homem!

Máscara violácea, ainda,
dos que se perdem por trás
de práticas aberrantes.

Góticos umbrais de umas
catedrais mortas a dizer
as mesmas e poucas frases...

Máscara verde, também,
de tantos que querem a
preservação, mas abusam.

Fazem escudo, balela
do discurso da Mãe Terra,
sugam dinheiro com Ongs...

Máscara branca da paz,
várias vezes enfocada,
tão pouco guardada dentro.

Pacíficos mares nunca
navegados e apenas
citados por  hipócritas...

Tudo é máscara, homem!

Mauricio Duarte 


ANTOLOGIA POÉTICA MUNDO DAS POESIAS é a edição especial que tem início as atividades da Versejar - Edições Literárias. Com essa edição magnifica com a participação de autores do Brasil, Angola e Portugal, que corta a fita de inauguração que abre as portas da minha própria editora, que será em cada edição publicada haverá o meu amor e carinho.
Não tenho palavras para expressar o que senti ao ver a arte da capa, e que consta na contra capa cada nome que em muito ajudaram a concretizar esse sonho. A ANTOLOGIA POÉTICA MUNDO DAS POESIAS é a primeira de muitas antologias e publicações literárias que haverá em sua estrutura cada um dos poetas e poetisas que com as suas letras poéticas se fazem presente nesse sonho realizado.
48 autores
310 páginas
Um Edição Especial De Poesias
LISTA OFICIAL EM ORDEM ALFABÉTICA
01 – ADRIANO FERRIS
02 - ADMILSON FARIA (ANGOLA)
03 - AFRICA GOMES (ANGOLA)
04 - ALESSANDRA CRISTIANI DOS SANTOS
05 - AMAURI SALES
06 - ANA ANGÉLICA
07 - ANDRE ANLUB
08 – ANDREANE CUNHA
09 - ANTONIO MONTES
10 - BENEDITO CARLOS
11 - CAIO GARCIA
12 - CARMEM HADDAD
13 - CLAÍSE DE ALBUQUERQUE
14 - CLÁUDIA SIMÃO SEMEDO (ANGOLA)
15 - EDI ALMEIDA
16 - ELAINE S SANTOS
17 - ERICO ALMEIDA
18 - EROS AFONSE
19 - FRANCISCO FERREIRA
20 - FUTURO DA COSTA (ANGOLA)
21 - GABRIEL SANTANA SANTOS
22 - ISVANIA MARQUES
23 - JONNATA HENRIQUE
24 - JORGE LUIZ ROSA
25 - JORGE MANUEL RAMOS (PORTUGAL)
26 - KAINHA BRITO
27 - KITY ARAÚJO
28 - LADY INUYASHA
29 - LANE DIAS
30 - LIN QUINTINO
31 - LUIZA SENIS
32 - M. M. SIMÃO
33 - MANUEL TIMÓTEO DE MATOS (PORTUGAL)
34 - MARCOS NASCIMENTO
35 - MAURÍCIO DUARTE
36 - MAYANNA VELAME
37 - MIRIAM BRILHÓ
38 - NAZARÉ FERREIRA
39 - NILLO COSTA
40 - OLIVER FABIO
41 - PAULO MAX
42 - POETA JARDIM
43 - RAUL THOMPSON
44 - SOARES BARBOSA
45 - SRTA CHAGAS
46 - VANTI VYRENA
47 - VIRGÍNIA DE OLIVEIRA
48 - WALDIR PHILHO

Os arquétipos e a humanidade

Os arquétipos e a humanidade




O que significa arquétipo?  Vem do grego: arqui=antigo, arcaico + typo=padrão.  Significando: padrão arcaico. O pensador Carl Gustav Jung denominou como arquétipos as manifestações desses padrões fundamentais e recorrentes em mitos, religiões, folclore, lendas, contos de fada e, ainda, no nosso inconsciente, como sonhos e fantasias.  O arquétipo serve de estrutura à personalidade e é, basicamente, um padrão de comportamento herdado.  O tipo imaginado dos deuses, dos titãs, dos super-heróis, dos mártires, dos líderes e assim por diante, são imagens arquetípicas que se fundem para formar símbolos.  Esses símbolos são sínteses de inúmeros conceitos, até mesmo conceitos opostos.  O arquétipo, nesse sentido, pode servir muito bem para alguém que busca autoafirmação, como um adolescente, por exemplo, se identifica com um super-herói de história-em-quadrinhos.  Ou para alguém que busca uma transcendência espiritual ou religiosa e se espelha no exemplo de um santo e, nesse caso, o devoto estrutura sua personalidade ou humor levando em conta aquele determinado padrão de comportamento louvável e sobre-humano.
O universo psicológico do homem contemporâneo é um caos, para dizer o mínimo.  Vivemos sob pressão e com problemas o tempo inteiro, todos os dias, praticamente.  Os arquétipos da sabedoria, da harmonia e da beleza se perverteram irremediavelmente?  Eu não saberia dizer, mas é possível que estejamos passando por uma fase de trevas com relação à ideais, ideias e valores de um modo geral.  Nisso, os arquétipos do nosso mundo inconsciente vêm à tona, muitas vezes, de forma deformada e de forma degenerada.  Dependendo do cachorro mau ou do cachorro bom que mais alimentarmos, como diz a parábola antiga, mais teremos a presença do cachorro mau ou do cachorro bom.
O tema do livre arbítrio X o destino também tem relação com o que decidirmos, porque a forma como determinados arquétipos serão vistos preponderantemente por nós, irá para um lado ou para o outro.  Se nos identificarmos com o símbolo da justiça cega ou vendada e imparcial, com sua espada – ou o equivalente disto visto sob qualquer modo, até na cultura pop, o super-herói Demolidor, por exemplo, cego combatente do crime que possui seus outros sentidos super ampliados – teremos uma imparcialidade e um código de conduta de justiça, muito provavelmente.  Assim, se tivermos um temperamento fanático ou tendencioso para este traço intolerante de personalidade, iremos para o lado do destino, talvez, e pautaremos nossas atitudes, considerando algo inexorável e que está fora do nosso controle, seja para o bem ou para o mal – e provavelmente, para o mal, no caso desse ponto da balança da justiça.  Doutro modo, se tivermos um temperamento afeito à liberdade e à democracia ou voltado para tal valor, a balança da justiça irá nos levar a tomarmos conta de nossa vida e nos tornar senhores do que é possível fazer frente aos obstáculos presentes neste ponto para o lado do bem, provavelmente.
No entanto, nada disto é claro e/ou objetivo.  Nossas decisões são subjetivas, como é subjetivo o universo humano.  Os arquétipos podem nos trazer positividade ou negatividade, dependendo de nossa psique, personalidade, sentimentos ou temperamento.    O importante é seguir consciente, sempre tendo em vista o potencial que nós, seres humanos, têm de resolver seus problemas, seja com intervenção divina ou não.  E sabendo que neste momento da história do homem, uma ajuda dos Céus seria mais do que bem-vinda, seria essencial para a tomada de um novo rumo para a humanidade.  Paz e luz.

Mauricio Duarte (Divyam Anuragi)



Leia mais: http://www.divulgaescritor.com/products/os-arquetipos-e-a-humanidade/

sábado, 16 de setembro de 2017

Desamor da indiferença

Academia Virtual de Letras
Patrono: Paulo Coelho
Acadêmico: Mauricio Duarte
Cadeira: 18


Desamor da indiferença
Dissemina e regurgita
todo o desgosto e desprazer
em sua grande ausência de
consciência: está, a priori, além
do bem e do mal, é tudo
e é nada, assim, desse modo,
ao mesmo tempo, é vivo e é
morto, existe e não tem, sim,
existência, não é, e é, também...
Fantasmático desamor
da indiferença de todos
e de cada um, abstrato
desamor que não se mostra,
nem se esconde; apenas se
passa de um sujeito da
matrix para outro sujeito
da matrix: presente e etéreo;
é tão só música ambiente...
Mauricio Duarte (Divyam Anuragi)

terça-feira, 12 de setembro de 2017

A diferença entre um antídoto e um veneno é a dose

A diferença entre um antídoto e um veneno é a dose



Muitas substâncias, hábitos ou atividades podem vir a se tornar uma droga, uma espécie de droga. Até café foi considerado droga pelos libertários (anarquistas) da época da Revolução Espanhola e foi abolido o uso de café nas regiões controladas por esses tais extremistas.  Na verdade, indo mais fundo ainda, muita coisa pode ser droga, inclusive, masturbação, ou coisas aparentemente inofensivas, como comida.  Tudo pode se tornar uma droga na vida de alguém se não se guardar a devida dose.  A diferença entre um antídoto e um veneno é a dose.

domingo, 10 de setembro de 2017

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Liberdade

Academia Virtual de Letras
Patrono: Paulo Coelho
Acadêmico: Mauricio Duarte
Cadeira: 18



"Isto é a liberdade:
sentir o que o seu
coração deseja,
independente da
opinião dos outros."

(Paulo Coelho)