quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

Rosario Vidal Ferreño

Rosario Vidal Ferreño



Sensibilidade em camadas de artesania poética...  O estilo amplamente usado a serviço do gráfico-pictórico que transpassa em muito a representação... e chega na re(a)presentação do real de modo único, especial...
                Rosario Vidal Ferreño trabalha com fluidez e naturalidade; com suavidade e liberdade...  Sendo designer de moda como formação e profissão, a artista incorpora o universo da estética corporal, do fashion e do styling no seu trabalho artístico.  A persistência do tema dos retratos gráficos de moças de frente e de perfil nos mostra e nos demonstra sua combatividade no terreno incógnito da beleza e no terreno árido do sensível...  A beleza e o sensível são da ordem do efêmero e, ao mesmo tempo, da ordem do que permanece, senão na realidade, ao menos na memória da retina, cristalizada no momento...  A potência do momento é o que Rosario busca e, nessa busca, vale fechar os olhos para ver melhor.  Como, aliás, na sua marca registrada, sua identidade visual: o olho de mulher fechado, que revela por não ver o que há, mas o que está por trás, o que se esconde, o que potencializa o oculto...  Como num movimento interior que nunca cessa.
                O traço das suas peças remetem a Egon Schiele, as cores a Matisse e o tratamento geral da composição, talvez, a Miró.  Mas sua arte é singular, no sentido do sentimento do que se mostra e do que se esconde, num movimento de repercussão amplamente dinâmico do olho que transmite suas impressões da vida interior da mulher.  Sua arte está na mola propulsora do cotidiano feminino.
                A artista valoriza a natureza como aspecto primordial e entende a arte como coisa de nós, seres humanos, do que temos de melhor como seres humanos.  Daí as flores, paisagens e pássaros...  Natural da Galícia, Espanha, Rosi Vidal trabalha com a emoção como matéria-prima. A emoção da arte que se desdobra como vida, como estética, como força e vitalidade naturais.  Transformação do natural que revela o que se esconde... Pura exaltação do olhar...
Mauricio Duarte                                   

Contatos com a artista:


Leia mais: https://www.divulgaescritor.com/products/rosario-vidal-ferreno-por-mauricio-duarte/

quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

Respirando Poesia - 3o. Vídeo - Entrevista: Mauricio Duarte







O Nosso Canal Respirando Poesia entrevista o Artista Visual, Escritor e Acadêmico da AGLAC, Mauricio Duarte. Acompanhe a trajetória do autor neste Vídeo brilhantemente apresentado pela Poetisa Bartira Mendes.




https://www.youtube.com/watch?v=ZdvKaM8jKzY

Link de download do Portfólio - Mauricio Duarte - EIXO 2019 Série Brutais Sutilezas



Recentemente parte da minha série Brutais Sutilezas (3 peças de arte) foram selecionadas para fazer parte da Exposição Virtual EIXO 2019. Exposição virtual anual da Galeria EIXO de Niterói - RJ.

Agora pretendo pleitear um novo desafio: Tentar participar da LIDA 006 do site Mandrana.

Para isto, disponibilizo aqui o link para o portfólio que foi enviado à EIXO 2019 anteriormente, agora para a LIDA 006 com o intuito de promover a democratização da arte abstrata e, particularmente, do neoexpressionismo abstrato de cujo desenvolvimento eu, Mauricio Duarte, enfoco no meu trabalho artístico desde 2008 mais ou menos.



Link de download do Portfólio - Mauricio Duarte - EIXO 2019

Série Brutais Sutilezas:

https://www.4shared.com/office/ccv7T21hfi/portflio_-_Mauricio_Duarte_-_E.html

terça-feira, 1 de janeiro de 2019

Exortação ao ano que inicia


Academia Virtual de Letras
Patrono: Paulo Coelho
Acadêmico: Mauricio Duarte
Cadeira: 39



Exortação ao ano que inicia

À confraternização!

Que os homens sejam os templos,
Divino Espírito Santo,
Cristo Jesus; boa vontade
para uma vida abundante...

À confraternização!

Que as famílias sejam todas
unidas na nossa fé,
em congraçamento de amor,
com liberdade e respeito...

À confraternização!

Que os povos sejam irmãos,
numa fraternidade una;
plena de vitalidade
seja a busca desta paz...

À confraternização!

Que as culturas sejam estas
culturas da paz que são
necessárias e que nossa
comunhão seja deste amor...

À confraternização!

Que as religiões sejam estes
religares de Deus Pai,
todos, universalmente,
criando o bem coletivo...

À confraternização!

Mauricio Duarte (Divyam Anuragi)

segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

Ano Novo


Academia Virtual de Letras
Patrono: Paulo Coelho
Acadêmico: Mauricio Duarte
Cadeira: 39



Ano Novo

Um ano termina,
outro ano começa.

Desilusões e anseios,
sonhos e fraquezas,
lutas e abandonos,
carinhos e dores,
movimento e inércia...

Um ano termina,
outro ano começa.

As cores e os cinzas,
os fortes e os fracos,
a garoa e o pé d´água,
a boa sorte e o mau azar,
o azul e o vermelho...

Um ano termina,
outro ano começa.

Amor e desamor,
espera e chegada,
pobreza e abundância,
vivência e mortalha,
risada e tristeza...

Um ano termina,
outro ano começa.

O silêncio e o ruído,
a mata e a cidade,
o gritar e o calar,
o escutar e o falar,
o ser e o transcender...

Um ano termina,
outro ano começa.

Mauricio Duarte (Divyam Anuragi) 

sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

Celebração de Fim de Ano da AGLAC

Fotos da Celebração de Fim de Ano da AGLAC (Academia Gonçalense de Letras, Artes e Ciências) no Seu Machado Café Cultural no dia 18 de dezembro de 2018.





















Trecho do livro "A Bruxa de Portobello" de Paulo Coelho - Texto do Patrono

Trecho do livro "A Bruxa de Portobello" de Paulo Coelho - Texto do Patrono

Academia Virtual de Letras
Patrono: Paulo Coelho
Acadêmico: Mauricio Duarte
Cadeira: 39



Andrea McCain, atriz

Claro que sou culpada. Se não fosse por minha causa, Athena jamais teria chegado ao teatro naquela manhã, juntado o grupo, pedido que todos nós nos deitássemos no chão do palco, e começado um relaxamento completo, que incluía respiração e consciência de cada parte do corpo.
“Relaxem agora as coxas...”
Todos obedecíamos, como se estivéssemos diante de uma deusa, de alguém que sabia mais do que todos nós juntos, embora já tivéssemos feito este tipo de exercício centenas de vezes.  Todos estávamos curiosos do que viria depois de
“...agora relaxe a face, respire fundo”, etc.
Será que acreditava que nos estava ensinando alguma coisa nova? Estávamos esperando uma conferência, uma palestra! Preciso me controlar, voltemos ao passado; relaxamos, e veio aquele silêncio, que nos desnorteou por completo.  Conversando depois com alguns companheiros, todos tivemos a sensação que o exercício tinha acabado; era hora de sentar-se, olhar em volta, mas ninguém fez isso.  Permanecemos deitados, em uma espécie de meditação forçada, por quinze intermináveis minutos.
Então, sua voz se fez de novo ouvir.
- Tiveram tempo de duvidar de mim. Um ou outro demonstrou impaciência.  Mas agora vou pedir apenas uma coisa: quando eu contar até três, levantem-se e sejam diferentes.
“Não digo: seja uma outra pessoa, um animal, uma casa. Evitem fazer tudo que aprenderam nos cursos de dramaturgia – não estou pedindo que sejam atores e demonstrem qualidades.  Estou mandando que deixem de ser humanos, e se transformem em algo que não conhecem.”
Estávamos de olhos fechados, deitados no chão, sem que um pudesse saber como o outro estava reagindo.  Athena jogava com essa incerteza.
- Vou dizer algumas palavras, e vão associar imagens a estes comandos. Lembrem-se que estão intoxicados de conceitos, e se eu dissesse “destino”, talvez começassem a imaginar suas vidas no futuro.  Se eu dissesse “vermelho”, iriam fazer qualquer interpretação psicanalítica.  Não é isso que eu quero.  Eu quero que sejam diferentes, como disse.
Não conseguia sequer explicar direito o que desejava.  Como ninguém reclamou, tive certeza que estavam tentando ser educados, mas, quando acabasse a tal “conferência”, jamais tornariam a convidar Athena.  E ainda iriam me dizer como eu era ingênua por tê-la procurado.” (...)

Paulo Coelho

(Extraído do livro A Bruxa de Portobello . Paulo Coelho .  Coleção Paulo Coelho . página 116 . Gold Editora . Barueri . SP)