sábado, 18 de maio de 2019

Bruma de Cabo Verde


Academia Virtual de Letras
Patrono: Paulo Coelho
Acadêmico: Mauricio Duarte
Cadeira: 39



Bruma de Cabo Verde

Cantando e caminhando,
vivendo e acariciando
o que restou da luz.

Mas a bruma não se dissipa...

Observando e clamando,
xingando e especulando
o que restou da sorte.

Mas a bruma não se dissipa...

Movendo e antecipando,
planejando e temendo
o que restou da paz.

Mas a bruma não se dissipa...

Determinando e lendo,
amando e procedendo
o que restou da lida.

Mas a bruma não se dissipa...

Lamentando e calando,
meditando e rezando
o que restou da fé.

Mas a bruma não se dissipa...

Mauricio Duarte (Divyam Anuragi)

sexta-feira, 17 de maio de 2019

ALPAS 21 - Coletânea Internacional Malabaristas do Tempo



Minha participação e seleção para o ALPAS 21 na Coletânea Internacional Malabaristas do Tempo com o poema Mambembes da vida, de minha autoria, Mauricio Duarte.
Mambembes da vida
Crime sem castigo,
morte em vida desses
tais mambembes em
uníssono a ladrar,
pedindo atenção,
numa mendicância...
No picadeiro e
nesta corda bamba,
vida toda, não,
não podem discutir.
O reflexo é tudo,
o momento é tudo...
Somos astros Del
Gran Royal Circo, oh,
estrela esquecida,
cuja luz espelha
apenas nossa, enfim,
medíocre sensatez...
Mortos, ato final,
jogam das alturas
seus corpos, a espera:
Rede, a salvação,
que nunca vem não.
Mambembes da vida...
Mauricio Duarte (Divyam Anuragi)

Antologia Águias Poéticas, a III Antologia da nossa AVL



Recebi ontem a Antologia Águias Poéticas, a III Antologia da nossa AVL (Academia Virtual de Letras António Aleixo), da qual participo como Acadêmico, com os poemas premiados como 2o. lugar no 12o. Prêmio Nacional de Poesia - Cidade Ipatinga no âmbito do 14o. Circuito de Literatura do Clube de Escritores de Ipatinga em 2015. Estou muito contente.
Poemas publicados no livro:
A espera
Longe, muito longe,
está minha espera.
E é Afrodite
que espero e que
me espera doutro
lado do espelho...
Não é Alice que
já foi embora anos
atrás, minha infância.
Porém, a filosofia
estética insiste
em se esconder...
A arte não é mais
do que investimento.
E não há fé entre
os habitantes da Lua,
esses miseráveis da
espera do longe...
Mauricio Duarte (Divyam Anuragi)
A vida que não volta atrás
Vórtices em uníssono.
Cabeça de Saddam Hussein:
“a Mãe de todas as batalhas”,
com desenho do South Park...
Osama Bin Laden em vídeo
ameaçando o Ocidente,
as torres desabando por
controle remoto, não por aviões...
Vítimas da guerra suja,
refugiados em profusão.
O menino morto na praia.
Limites que não existem mais...
Rabi, cura-me, cura-me.
Cada um cuida do seu
rabinho, ninguém cuida da
vida que não volta atrás...
Mauricio Duarte (Divyam Anuragi)

quarta-feira, 1 de maio de 2019

Doce lida: essa labuta

Academia Virtual de Letras
Patrono: Paulo Coelho
Acadêmico: Mauricio Duarte
Cadeira: 39



Poema alusivo ao Dia do Trabalhador - 1o. de maio



A lida, tão doce lida
que de leitura em leitura,
me traz dores de cabeça,
é amarga labuta, é,
biruta já estou de tanto
ler composições argutas,
só se tomando sicuta
pra aguentar essa rabuda...

Primeiro de maio dia do
trabalhador, ó lida, ó,
cálida flor que linda é
esta labuta de todo
dia, do dia todo, carnuda
boca que engole o dia em
profusão de umas garfadas,
dadas; prato da labuta...

Mauricio Duarte (Divyam Anuragi)

sábado, 20 de abril de 2019

Notre Dame queimou

Academia Virtual de Letras
Patrono: Paulo Coelho
Acadêmico: Mauricio Duarte
Cadeira: 39



Notre Dame queimou

À margem do Sena,
Notre Dame queimou.

Mas não é o seu fim não.
Tem muito ainda a ensinar:
Em um tal formato
cruciforme, longa
nave central ao
redor, duplas naves...

À margem do Sena,
Notre Dame queimou.

É tão majestosa
construção com uma
unidade de
estilo, famosa
catedral, que hoje
é depauperada...

À margem do Sena
Notre Dame queimou.

Um gótico templo
divino a se exaurir
com o fogo, sim,
inclemente, cuja
força não é maior não,
do que suas rosáceas...

À margem do Sena
Notre Dame queimou.

Sólidos pilares
terminados por
capitéis, adornos
florais, flores cujo
perfume é de
Paris para o globo...

À margem do Sena,
Notre Dame queimou.

Luz atravessada
nas galerias, nas
tribunas, reforçam
a construção central.
Luz que derrama o
fulgor, luz de Deus...

À margem do Sena,
Notre Dame queimou.

Que esse fogo seja
o purificador
anunciador de
novos tempos,
como a Pietá que
traz Ressurreição...

Mauricio Duarte (Divyam Anuragi)