quinta-feira, 21 de junho de 2018

Anseio e amor na América


Academia Virtual de Letras
Patrono: Paulo Coelho
Acadêmico: Mauricio Duarte
Cadeira: 18



Anseio e amor na América

Devagar a alma alça voo,
sim, morte e luz, vida e trevas.
Lamentos de um tal destino,
nunca se completou não,
só passou, mero átimo
do átomo nuclear, oh vil,
esplendor de destruição...

Os estranhos que se encontram
numa praça morta não
são espectadores, são tão
protagonistas do mesmo
enredo que, ladina, é,
latrina duma América
Latina, ruidosa e triste...

Por uma riqueza meio
anacrônica, pôde ir
para fora do espírito
e margear o continente;
saudosismo de dupla face,
de um lado, anseio, moribundo,
do outro, amor, fora da caixa...

Mauricio Duarte (Divyam Anuragi)

quarta-feira, 20 de junho de 2018

A máscara do diabo



A máscara do diabo

Com que máscara o mentiroso
irá se mostrar, ah, agora?
Saudades do paraíso não
tem, nunca teve porque, sim,
era o anjo mais belo da então
milícia celeste e rejeitou
obedecer ao Senhor por
vaidade, por orgulho, enfim.
Um maldito, está se escondendo!
Vá embora Satanás, já foi
tarde, você e todos demônios.

Com que máscara o mentiroso
irá se mostrar, ah, agora?
Não satisfeito em ser líder
das hordas infernais, quer ser
príncipe deste mundo, como
se não soubesse quem é o Criador,
quem é que sacrificou a vida
para salvar o mundo: Jesus.
Não conseguirá esse seu intento!
Vá embora Satanás, já foi
tarde, você e todos demônios.

Com que máscara o mentiroso
irá se mostrar, ah, agora?
Tentou a humanidade desde
sempre e nunca demonstrou
arrependimento por suas
faltas, ludibriando o quanto, oh,
pôde e pôde muito, ao longo
da história os homens não tiveram
precaução de o levar a sério!
Vá embora Satanás, já foi
tarde, você e todos demônios.

Mauricio Antonio Veloso Duarte (Swami Divyam Anuragi)


terça-feira, 19 de junho de 2018

Minha participação na VIII Seletiva Nacional de Poesia – 2018 para a edição do livro VIII COLETÂNEA SÉCULO XXI em Homenagem aos poetas Anderson Braga Horta e Antonio Miranda

Os poemas "Resta" e "Inundação", de minha autoria, Mauricio Antonio Veloso Duarte, foram selecionados na VIII Seletiva Nacional de Poesia – 2018 para a edição do livro VIII COLETÂNEA SÉCULO XXI em Homenagem aos poetas Anderson Braga Horta e Antonio Miranda da Editora Poeart com organização de Jean Carlos Gomes Gomes.


Inundação
Os pingos caem, molhando
o chão do meu universo.

Chuva inclemente, sim,
lava essas almas todas.

Mas a inundação maior
é no meu coração...

Mauricio Duarte (Divyam Anuragi)




Resta
Resta o Um...
Resta o selo de Salomão...
Resta o Lótus na lama...
Resta o Peixe...
Resta a Lua crescente e a estrela...
Resta a Estrela de nove pontas...
Resta o Yin-Yang...

Resta o Um...
Mauricio Duarte (Divyam Anuragi)

quinta-feira, 7 de junho de 2018

São Bernardo e sua especificidade literária




São Bernardo e sua especificidade literária

A boa prosa não pode ser convertida em poesia.  Ela é romance, conto, crônica ou artigo e conta uma história, longa ou curta, explana uma ideia ou emite uma opinião.  Assim é com toda prosa de qualidade superior e assim é com São Bernardo por Graciliano Ramos.  O romance, um clássico do renomado autor, é uma crítica à situação sócio-política da época.  E por causa de sua linguagem – fora da linguagem poética – é excelente como história porque carrega opostos num mesmo contexto do enredo; ainda que, no entanto, não faça desses contrastes um cristal, um poliedro, conforme diz Domingos Carvalho da Silva em “Uma Teoria do Poema”, mas é “radial e aprofunda os seus pormenores em todas as direções”.
Ora Paulo Honório, fazendeiro personagem protagonista do romance, tenta convencer Madalena a casar-se com ele, elogiando seus conhecimentos acadêmicos e sua posição como professora, ora, anteriormente, tenta convencer Dona Glória a fazer com que a sobrinha dela, Madalena, abandonasse a carreira de professora por ser mal remunerada.  Esta multitudinária cosmogonia dos mundos interiores e exteriores, que se entrelaçam entre si, são todas partes da obra e demonstram a sua grande relevância.  A rudeza, a violência e a truculência de Paulo Honório também contrastam com a sensibilidade de Madalena, que depois, já casada com o proprietário de fazenda, acaba por suicidar-se, sufocada que estava com o relacionamento frustrante e aterrador, em muitos aspectos, com Paulo Honório.
O narrador-personagem, aliás, já no capítulo 1, se torna como que um símbolo da questão arte/linguagem, ao “esconder” o Graciliano Ramos-escritor e metamorfoseá-lo em narrador-personagem fazendeiro, que decide escrever um relato.  Tal forma de narrar vai se mantendo ao longo do romance, no qual diversas vezes, o personagem acusa Gondim – e outros colaboradores-personagens da escrita de Paulo Honório – de pernosticismo, de idiotia e de safadeza, por não terem suas colaborações escritas, aproximação com a linguagem oral, conforme salienta Godofredo de Oliveira Neto em posfácio do próprio livro.  Graciliano Ramos, ainda de acordo com anotação de Godofredo de Oliveira Neto, “não está procurando propriamente uma realidade oral”, mas aproximar a carga simbólica da escrita do simbolismo da oralidade.  “O essencial da história que o narrador tem na memória – ou na imaginação – não pode ser compartilhado. Aquela realidade (...) só poderá ser descrita pelo próprio Paulo Honório.”
Os conflitos internos do homem, ser humano contemporâneo de 1930, são tema dessa inegável fabulosa obra literária.  A miséria do personagem fica patente em todos os seus contornos e demonstrada como crítica da estrutura social da época – e, muito provavelmente, até hoje, de um modo ou de outro – com valor literário inestimável.  Vale a pena, sem dúvida, ler e reler, sempre, Graciliano Ramos em São Bernardo.

Mauricio Duarte (Divyam Anuragi)

Referências bibliográficas:

São Bernardo . Graciliano Ramos  . Editora Best Bolso . Coleção Vira-Vira .  4ª. Edição  .  Rio de Janeiro . 2012

Uma Teoria do Poema . Domingos Carvalho da Silva . Editora Civilização Brasileira . 2ª. Edição . Rio de Janeiro . 1986

Leia mais em: https://www.divulgaescritor.com/products/sao-bernardo-e-sua-especificidade-literaria-por-mauricio-duarte/

quinta-feira, 31 de maio de 2018

Minha participação no evento do Restaurante Sintonia Fina - Exposição de Arte Tema Livre

Minha participação no evento do Restaurante Sintonia Fina - Exposição de Arte Tema Livre - ontem (25 de maio de 2018) com a curadoria de Fatima Miranda e organização de Fábio Hartmann. Na foto, eu e a minha peça de arte exposta, Organismo.



Título: Organismo
Estilo: Expressionismo abstrato
Técnica: guache e caneta marcador s/ tela
Dimensões: 50 x 40 cm
Ano: 2015
Preço: R$ 400,00
Autor: Mauricio Duarte (Divyam Anuragi)