terça-feira, 17 de outubro de 2017

e-book Confluência dos quadrinhos na contemporaneidade . Trem de Ferro

Leia gratuitamente o e-book Confluência dos quadrinhos na contemporaneidade . Trem de Ferro de minha autoria.



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A novela gráfica insere-se em duas vertentes distintas e próximas ao mesmo tempo. Assim como a fotografia, o cinema e outras linguagens, ocorre sua presença no mass media, onde configuram-se as questões de redundância e da pregnância. Análise estética das semelhanças e contrastes com as linguagens da literatura e do cinema. Basicamente, adotaremos as teorias de Will Eisner, Moacy Cirne e Gaston Barchelard para analisar 3 histórias-em-quadrinhos: O Bebê de Valentina (Guido Crepax), Arzach (Moebius) e Sin City (Frank Miller). Inclui a história-em-quadrinhos TREM DE FERRO, de minha autoria.

http://www.recantodasletras.com.br/e-livros/6145469




segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Portinari


Portinari


Candido Torquato Portinari nasceu numa fazenda de café, próximo de Brodowski, interior de São Paulo, em 1903. Tendo pouco estudo e não completando nem o ensino primário, aos 14 anos de idade foi recrutado como ajudante por uma trupe de pintores e escultores italianos que realizavam restauração de igrejas e que passavam pela região de Brodowski.  Aos 15, deixa São Paulo e parte para o Rio de Janeiro para estudar na Escola Nacional de Belas Artes.  Recebe vários elogios de professores e da própria imprensa e aos 20 anos de idade já participa de muitas exposições, sendo destaque em vários jornais.  Interessa-se pelo modernismo e a partir da vitória da medalha de ouro no Salão da ENBA, com uma tela deliberadamente acadêmica e tradicional, parte para Paris e tem contato com artistas como Van Dongen e Othon Freisz, além de conhecer Maria Martinelli, com quem passaria toda a sua vida.
De volta ao Brasil, em 1931, muda completamente a estética da sua obra, valorizando as cores e as ideias nas pinturas.  Defende a necessidade da criação no Brasil de uma arte nacional e moderna, como Mário de Andrade já o fazia.  Nas telas O Mestiço e Lavrador de Café (as duas de 1934) os personagens são pintados em composições monumentais com campos cultivados ao fundo. 
Em 1940, após a visão de Guernica, de Picasso, seu trabalho passa a apresentar mais dramaticidade, expressando a tragédia e o sofrimento humanos, enfocando questões sociais brasileiras.  A catástrofe dos retirantes, por meio de gestos crispados das mãos e das lágrimas de pedra, são retratadas de modo magistral.
Em 1941 realiza painéis para a Biblioteca do Congresso em Washington D.C. (Estados Unidos) em têmpera, com grande luminosidade e com trabalhadores novamente como figuras centrais, como já fazia frequentemente em outros trabalhos.  Entre 1953 e 1956, realiza os murais Guerra e Paz para a sede da ONU em Nova York, obras de grande dimensões, em que trabalhou com uma sobreposição de planos.
Em 1954, Portinari apresentou uma grave intoxicação pelo chumbo presente nas tintas que usava e, desobedecendo ordens médicas, continua pintando e viajando com frequência para os EUA, Europa e Israel.  Em 1962 vem a falecer de intoxicação pelas tintas que utilizava nas telas.
Pintor, gravador, ilustrador e professor, o artista pintou quase cinco mil obras, desde pequenos esboços e pinturas de proporção padrão até gigantescos murais.  É considerado o pintor brasileiro a alcançar maior projeção internacional em todos os tempos.

Mauricio Duarte (Divyam Anuragi)


Leia mais: http://www.divulgaescritor.com/products/portinari-por-mauricio-duarte/

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Medo da morte

Academia Virtual de Letras
Patrono: Paulo Coelho
Acadêmico: Mauricio Duarte
Cadeira: 18

Apogeu Poético
Tema: Medo
Modalidade: Moderno



Medo da morte

Morte em vida não!
Vida antes da morte!

E depois da morte?
Tens medo da morte?
A maioria tem, é...

Outra dimensão,
terra paralela
de uma infinidade...

Morte em vida não!
Vida antes da morte!

Uma outra existência,
com Deus ou com diabo,
ou ainda num tal limbo...

O homem tem medo
desse vazio imenso
entre o nada e o nada..

Morte em vida não!
Vida antes da morte!

Porque a morte pode
trazer um alívio,
mas isto não é certo...

O certo é que, após
esse desencarnar,
tudo muda, tudo...

Morte em vida não!
Vida antes da morte!

Medo atávico esse,
que acompanha a nossa
vida desde sempre...

Mas não é bem preciso
ter medo da morte,
mas sim de não viver..

Morte em vida não!
Vida antes da morte!

Mauricio Duarte (Divyam Anuragi)


Contemplação das águas



Contemplação das águas

Vem e vai a afluência...
Na imensidão do mar,
calmaria algumas vezes,
furor das vagas noutras...

Vem e vai a afluência...
Em grandes vastidões,
rodeando praias, baías, fiordes,
enseadas, rios, oceanos...

Vem e vai a afluência..
Em cristalinas águas,
bacias hidrográficas
imensas, nunca cessa...

Vem e vai a afluência...
Linda riqueza aquática,
que não se esgota nunca,
perfeita harmonia...

Vem e vai a afluência...
Água doce ou salgada,
sempre abundante, cheia
do manancial sagrado...

Mauricio Duarte (Divyam Anuragi)



quarta-feira, 11 de outubro de 2017

XVII Concurso Nacional PoeArt de Literatura – 2017

Fui selecionado para participar do livro Vozes de Aço (XIX Antologia Poética de Diversos Autores) Homenagem (ACEITA E AUTORIZADA) ao escritor/Acadêmico Geraldo Carneiro no XVII Concurso Nacional PoeArt de Literatura – 2017.




Poemas, de minha autoria, que estão no livro:
Movimento cósmico
Universos colidem... e se amalgamam
em grandes e inúmeras galáxias... rodopiam,
rodeadas por imensos quasares... energia
em suas fronteiras de luz que nunca terminam...
Mundos se formam... se desformam, num átimo.
Tudo que era, deixa de ser... também tudo
que não era passa a ser... num balanço de grande
monta que não para, sem começo nem fim...
Mauricio Duarte


Gratidão pela vida
Pedras n´água do rio
são como falsos desvios;
trazem alguns caminhos,
mas não impedem, assim,
o fluxo do tal rio...
Também esses que perdem
gratidão pela vida;
trazem deles caminhos,
mas não impedem, assim,
o fluxo maior da vida...
Mauricio Duarte

domingo, 1 de outubro de 2017

Carlos Scliar


Carlos Scliar


O máximo do sintético num cubismo revisitado com carga gráfica pessoal e intransferível...  Assim vejo o trabalho artístico de Carlos Scliar; pintor, gravador, desenhista, ilustrador, designer gráfico, cenógrafo e roteirista.  Scliar nasceu em Santa Maria, no Rio Grande do Sul em 1920 e recebeu as primeiras aulas de arte com o pintor austríaco Gustav Epstein em 1934.  Um ano depois, defrontou-se com o dilema de todos os artistas plásticos da época: conformar-se com a arte das academias ou iniciar sua própria leitura do modernismo.  Escolheu o último e logo assumiu posição de contestação aos acadêmicos, juntamente com artistas do grupo Santa Helena.
Ao longo de sua carreira brilhante, burilou sua poética visual com amplas perspectivas e possibilidades, sempre visando uma inovação.  Suas colagens em relevo enceradas s/tela demonstram o seu grande viés de pesquisa pictórica e gráfica, consubstanciado em peças de arte que retratam coisas simples.  Um copo numa mesa, junto com outros objetos: papel, garrafas, vela, uma cadeira ao lado da mesa, nada que remeta ao extraordinário; não, a simplicidade, apenas a simplicidade, em grau máximo.  Mas com uma releitura do cubismo fora de toda ordem que já tenha sido tentada.  Tratamento espacial onde se pinta o que se conhece, mais do que o que se vê, mas esse “conhecer” está longe de ser inocente ou inconsequente, pois é refletido, pensado, trabalhado, desenvolvido a partir da técnica cubista de utilização dos vários pontos de vista de um mesmo objeto numa só imagem.  Por vezes, a sua composição revela contornos até da pop art, com inserções em serigrafias altamente gráficas, cuja configuração mais remetem à uma peça de design gráfico como no Álbum Redescoberta do Brasil.
Mas sua maior “mirada” estava mesmo na linha do realismo socialista, o cubismo em releitura com traços que transfiguravam a composição influenciada por Lasar Segall e Candido Portinari, poderiam dizer alguns, ou Picasso, Braqüe e Juan Gris, diriam outros.  No entanto, o certo é que o artista possuía uma clareza gráfica que despontava de qualquer influência possível e assinalava sua marca individual, indiscutivelmente e inapelavelmente.
Praticou diversas experimentações, como a vasta produção em guache e vinil encerados, como já disse.  Sendo que sua assimilação e posterior contribuição pessoal vindo do legado cubista, tem grande destaque na relação figura e fundo, na qual, segundo o poeta e crítico, Ferreira Gullar, Scliar primava pela ambiguidade e complexidade, em visão que o tornou mestre, verdadeiramente.
Carlos Scliar faleceu em 28 de abril de 2001, no Rio de Janeiro, onde foi cremado.  A capacidade brasileira de apropriação de várias culturas, épocas, etnias e informações é uma das grandes contribuições do artista plástico e homem Carlos Scliar para a identidade artística do país de forma original e provocadora, segundo o curador Marcus de Lontra Costa.
Num período de convalescência, perguntado por um repórter em quanto tempo ele pintava um quadro, respondera: “Em uma hora e 80 anos”.

Mauricio Duarte (Divyam Anuragi)

Referências:
                Enciclopédia Itaú Cultural . Carlos Scliar . http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa9898/carlos-scliar
                Catálogo de exposição . Carlos Scliar . da reflexão à criação . Caixa Cultural Rio de Janeiro . Galeria 3 . agosto de 2016


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quarta-feira, 27 de setembro de 2017

José A. Kuesta



José A. Kuesta

Toda a herança mágica, mística, mitológica e histórica do Egito Antigo fascinam nosso artista mestre José A. Kuesta.  Mais do que isto, todo esse legado egípcio antigo é representado, transformado e reconfigurado.  Numa releitura de seus símbolos em criação totalmente original e afinada com o zeitgeist, esse nosso caldo cultural diversificado e abrangente contemporâneo, José A. Kuesta nos mostra o que de mistério, expressividade e criatividade pode advir desta abordagem.
O abstracionismo do artista é de uma singularidade sem igual e é realizado de forma completamente atual, como já disse.  Isto se dá, a partir de cores e manchas, colagens, grafismos, traços, carimbos, num amálgama de elementos gráfico-visuais e pictóricos, cuja influência pode ser encontrada em vários lugares.  Paul Klee, o expressionismo abstrato e a própria história do Egito Antigo são algumas destas influências que também ganham maior corpo quando da sua aproximação com a tendência da arte abstrata dentro da arte informal, chamada pintura matérica.  A pintura matérica é uma vertente pictórica que surgiu após a Segunda Guerra Mundial, desenvolvida primeiramente na França, com os trabalhos dos artistas Fautrier e Dubuffet.  Suas composições utilizam, na pintura, conjuntos de cortes, furos ou rasgos.  Também são utilizados nesse tipo de arte, materiais diferentes tradicionais, incluindo: quadro, areia, sucata, trapos, madeira, serragem, vidro ou gesso. A arte de Dubuffet, por exemplo, ficou conhecida como Arte Brut.
José A. Kuesta demonstra total maestria nessas composições, de um estilo inconfundível, que se assemelham a documentos antigos, sendo repaginados e reformulados para o nosso tempo.  De um modo inteiramente novo e sem falsas concessões a um ou outro determinado conceito estético da moda, o artista faz com que nos deparemos com o inevitável do abstracionismo: a pintura é tinta e papel, bem como outros materiais.  Mas além, disto, a pintura é sonho, é divagação, é força e é infinidade de muitos modos diferentes. Aliás, a própria escolha do Egito Antigo como base inspiradora, é, a um só tempo, reveladora de seu conhecimento das chaves esotéricas, únicas em todo o planeta Terra – só comparáveis às chaves esotéricas da Índia e da antiga Pérsia, atual Irã, porque efetivamente nenhuma outra tradição, além destas três, as possui – e de suas consequências, principalmente estéticas.  Não é à toa que quando perguntado sobre que frase poderia representar sua visão artística, José A. Kuesta respondera: “A arte é uma forma de religião”.

Mauricio Duarte

Contatos com o artista:
Galeria de Arte Saatchi: www.saatchiart.com/joanku