quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

No que demos?



No que demos?


Deste preceito,
dei eu liberdade.

Deste sentido,
dei eu outro caminho.

Deste uma vida,
dei eu esse grande amor

Deste começo,
dei eu este tal fim...

Mauricio Duarte (Divyam Anuragi)

domingo, 10 de dezembro de 2017

Sensibilidade



Sensibilidade

Pode a força bruta sobrepujar a sensibilidade?  A sensação que temos, às vezes, é que ela sempre o faz.  Mas não é verdade.  A sensibilidade sempre está acima da força bruta, a não ser quando não é usada, mas aí não é mais do território do sensível, é do território da ignorância. E ignorância e força bruta se equivalem.  Tanto um quanto outro são passíveis de se entenderem em algum ponto. A sensibilidade, ao contrário, só vai se entender com a justiça.


Mauricio Duarte (Swami Divyam Anuragi)

sábado, 9 de dezembro de 2017

Participação especial na Revista Divulga Escritor no. 31 . A arte de comunicar e a necessidade de referências

Leia o novo texto de minha autoria como participação especial na Revista Divulga Escritor no. 31 .

https://issuu.com/smc5/docs/31_divulga_escritor_revista_liter__/114



A arte de comunicar e a necessidade de referências

Comunicar é o que mais se faz hoje em dia. Nunca tantos estiveram tão conectados a outros tantos como atualmente.  A facilidade da comunicação hodierna rompeu todas as barreiras geográficas, econômicas, sociais e políticas.  Até certo ponto estas frases anteriores podem ser verdadeiras...  Mas na realidade a comunicação digital, online, ligada à computação e todas as outras mídias relacionadas não trouxeram para todos o entendimento que poderia ter sido alcançado. Nem a globalização, nem as mudanças no comportamento ou qualquer outra novidade trouxeram este entendimento tão ansiosamente esperado.
Comunicar é o que menos se faz.  Ou o que se faz raramente.  Porque fazer circular conhecimentos e inovações tem que ser realizado de forma proveitosa.  O que não é o caso.  O conhecimento e as inovações são divulgadas, mas sem inteligência, sem critério e... sem proveito.  A conexão de todos com todos é reduzida a grupelhos de interesses – pessoais e/ou coletivos – que atomizam a atuação ou a compreensão de todos. O resultado é que “a praça” está morrendo, se é que já não morreu.  A “praça pública”, o jornal – compartilhado – a revista – digital ou impressa – o rádio, a TV, todos os veículos de comunicação são segmentados em n grupos a escolha do usuário hoje em dia. Se isto é bom por um lado, por outro é desastroso.  É raro o conhecimento compartilhado que existia há algum tempo atrás.  Fecham-se todos em seus próprios interesses... As barreiras geográficas, econômicas, sociais e políticas nunca se tornaram tão fortes quanto nesses tempos de terrorismo, muros de Donald Trump e violência generalizada.  Eu poderia enumerar outros argumentos, mas acredito que não é necessário.  O leitor pode entender perfeitamente onde eu quero chegar.
Tudo está perdido? Não, longe disso.  Mas é preciso entender que quantidade não é qualidade, que informação não é conhecimento e que as pausas – ou silêncios – fazem parte da comunicação verdadeira.  Preencher todos os espaços de informação – o capitalismo é mestre nisso – não é garantia de que esta informação irá ser entendida, compreendida e quem dirá, aceita e/ou utilizada, transformada.  Para que se tenha uma reflexão crítica do que se quer comunicar – e que essa reflexão seja recebida, decodificada e modificada de acordo com cada pensamento – faz-se mister que haja uma referência, um ponto de referência cultural, social, econômico e/ou político, cuja consideração não esteja limitada à toda relativização, todo o tempo, como se faz atualmente em todas as esferas.  Para mim, essa referência é Deus, a espiritualidade ou o sagrado.  Cada um deve encontrar sua própria referência... Afinal, a comunicação se dá por comparação ou contraste. Nesse sentido, saber o seu lugar no universo depende sobretudo de referências. 
Portanto, é importante tornar claro que as mídias digitais – e outras novidades tecnológicas – estão aí para nos ajudar e nos tornar mais livres; bem como as mudanças sociais, na maior parte do tempo – ou assim deveria ser – porém não é o que vem acontecendo. Mudar essa sina de subutilização da comunicação é compreender profundamente que nossa humanidade, nosso lado humano deve ser lembrado sempre e que comunicar é uma arte.  Que tenhamos a comunicação adequada implementada em nossos veículos midiáticos e outros, com sabedoria e oportuno proveito para todos.  Paz e luz.


Mauricio Duarte (Divyam Anuragi)


segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Idealismo moderno . Descartes

Capítulo XII
Idealismo moderno

Uma história do panteísmo seria, em sua maior parte, uma história do idealismo.  Não é sem razão, contudo, que nós usamos o termo filosofia idealística especialmente a esse capítulo, pois aqui nós encontramos essas doutrinas concernentes a Deus e à criação que temos tão generalizadamente prevalente no mundo, relegadas inteiramente à margem da filosofia, suportadas por razão vigorosa e com um esforço feito de absoluta demonstração da sua verdade.  E tudo isto é realizado no único nível com o qual poderia ter sido feito, o do puro idealismo.

Descartes



O fundador da filosofia ideal foi René Descartes, um nobre homem francês. Ela floresceu cerca do começo do século dezessete, e foi distinguido no tempo da sua vida como um matemático, metafísico, filósofo natural e um soldado.  Embora um idealista, em filosofia ele não foi um visionário, mas um homem experiente de olhar aberto para o mundo que sabia muito bem que

“Toda teoria é cinza,
Mas verde é a dourada árvore da vida.”

A despeito de ter sido capaz de destrinchar a filosofia da confusão na qual ela tinha caído, ele resolveu utilizar do fenômeno mental para o mesmo princípio com que Bacon tinha aplicado à física, a do exame, da observação e da experiência.  Mas antes que ele pudesse ter feito isto, teve que colocar de lado a autoridade de dois grandes poderes, o de Aristóteles e o da igreja. A influência do primeiro já tinha quase passado.  Uma nova vida no século dezesseis tinha surgido do fim da escravidão do que poderíamos chamar de aristotelismo.  Alguns teólogos é que ainda defendiam a autoridade de Aristóteles, mas encontraram sua morte de sangue antes do aparecimento de Descartes.  Como ele se portou em relação à igreja não é tão facilmente determinado.  Ele abertamente professava a fé católica e declarava seu objeto a ser descoberto dos graus em razão com os quais ele poderia defender e elevar as doutrinas que havia recebido da autoridade da igreja. Essa complacência a respeito da igreja é, para alguns, reservada a apenas um método educado de manter clara sua posição aos doutores e eclesiásticos e à Inquisição; mas católicos modernos levam Descartes a sério e o colocam representando um filósofo cujo grande objeto de estudo de refutar em graus protestantes, é, em princípios da razão, uma heresia da Reforma.
Aristóteles e a igreja sendo colocados de lado, a primeira inquirição foi posta em nível de certeza.  Alguma coisa existe? Não é prova de que alguma coisa exista só porque alguém disse que existe.  Nem são os sentidos suficientes para testificar a existência de alguma coisa, porque isto pode ser um engano.  Bem como com as nossas razões, mesmo as matemáticas podem ser reais, porque talvez a mente humana pode não receber a verdade.  Isto não nos deixa nada, senão a dúvida.  Nós devemos pôr tudo em incerteza; e ainda que não pudesse ser, para o qual nós pomos, deve ser a existência real.  Ele que duvida de todas as coisas; ele que inquire depois da verdade, deve ser verdade ele mesmo.  Então raciocionou Descartes, eu duvido, e deve haver um sujeito duvidando; eu penso, logo existo, ou mais acuradamente, eu penso, que é o equivalente a dizer, eu sou o “pensador em algo”.
A claridade dessa ideia de auto existência evidencia a verdade, e dela, Descartes projetou o princípio de que o que quer que a mente perceba claramente e distinga é verdade.  Agora nós temos uma clara e distinta ideia de um Ser Infinito, eterno, onipotente e onipresente. Há um Ser – cuja existência necessariamente está contida nessa ideia.  Se fosse possível para esse Ser não ser, essa própria possibilidade não seria uma imperfeição, e não poderia, no entanto, perceber ao que é perfeito.  Nada a não ser o Ser perfeito poderia nos dar a ideia de perfeição infinita, e desde que nós vivemos, ter a ideia dele em nós, o Ser que pôs em nós a si próprio.  Nós somos o imperfeito. Nós somos o finito.  Nós somos o causado.  Há um que é complemento do nosso ser, o infinito da nossa finitude, a perfeição da nossa imperfeição; uma mente que nos dá o que não vem de nós mesmos. Descartes eliminou da ideia do divino Ser tudo o que implicava imperfeição.  Ele estava cuidadoso em distinguir entre Deus e sua criação.  Ele deixou o finito parado contra o Infinito – a criatura absolutamente distinta em substância e essência do Criador.  Ele não deu o passo que aniquilaria o um para fazer lugar para o outro e, ainda, sugeriu isto.  Inconscientemente, e até, a despeito de si mesmo, ele é tomado de conclusões com as quais conflita, e com as quais recusa a ir adiante.  “Quando eu venho considerar as visões particulares de Descartes,” diz M. Saisset, “sobre a perfeição de Deus e as relações do Criador com o mundo e com o homem; quando eu desejo ligar seus pensamentos e seguir à frente suas consequências, eu acho que elas não formam um todo homogêneo, eu acredito que posso detectar o conflito dos pensamentos e tendências contrárias”.  Descartes conseguiu seguir na esteira de Parmênides, mas como Platão e Santo Anselmo, recusou avançar.  Ele preferiu uma teologia não logicamente consistente a um teologia dos eleáticos. 
Há pois dois pontos de início do conhecimento.  Num deles começamos com a matéria e assumimos a realidade do mundo visível, nós vamos às provas das outras existências, mas nesse caminho nós não podemos nunca demonstrar a existência da mente por si mesma; ou nós começamos com a mente e, assumindo-a como primeira existência certa, nós vamos às provas das outras, mas nesse caminho nós nunca legitimamente chegamos às provas da existência da matéria em si mesma.  A existência da mente era, para Descartes, uma existência indubitável.  Eu penso é uma consciência presente e a existência de uma infinita mente foi uma conclusão fora da lei do fato da existência de uma mente finita; mas desde que os sentidos forma desacreditados, como Descartes poderá provar a existência da matéria? Apenas por meio da mente.  Nós não temos conhecimento pelo corpóreo, mas pelo mental; que nós temos um corpo não é em si mesmo evidente verdade, mas que nós temos uma mente é.  Ainda Descartes queria ter um mundo externo, e como ele não podia provar sua existência, ele pegou emprestado como verdade oq eu outros homens colocaram.  Como ele tomou a existência da mente independentemente da do corpo, porque não poderia o corpo existir independentemente da mente?  Até no princípio de clarear ideias nós temos algum conhecimento da matéria, pelo qual pensamos que a substância é diferente da qual o sujeito é imediatamente de uma extensão e de acidentes de extensão, tais como uma figura, um lugar, um movimento.
Descartes estava satisfeito de ter provado a existência de Deus, da mente e da matéria.  O primeiro é a substância não criada, o si mesmo existente e eterno; as outra duas eram substâncias criadas cuja existência é derivada de Deus.  Suas criações não eram ato necessariamente da Divindade; suas existências de nenhum modo vieram necessariamente da existência de Deus, mas no exercício do seu livre arbítrio, ele as criou.  A mente é alguma coisa que pensa, e a matéria é alguma coisa que é sua extensão.   Deus também pensa.  Ele é incorpóreo, ainda nós não damos a ele o atributo de coisa estendida, tão logo esse atributo possa ser separado de qualquer ideia de imperfeição.  O ser pré eminentemente extenso, um atributo da matéria, a transferência disso à Divindade em qualquer forma parece trair uma conjectura colocada na mente de Descartes de que algumas últimas conexões entre o espiritual e o material existam.  Ele negou isto, ele tinha pensado contra essa conclusão pelo seu método, mas apesar desse seu protesto, a tendência se manifestava a cada passo que ele dava.  O atributo da matéria foi transferido a Deus, e agora, conscientemente, mas com nenhum pensamento de resultado, o atributo de Deus é transferido ao mundo material.  Descartes contemplava o universo, e era inundado com pensamentos de infinidade e eternidade.  Não é o universo infinito?  Ele é, ao menos, indefinível, mas essa palavra é reservada apenas para a Divindade.  O universo é infinito.  Não pode haver dúvida de sua imensidão.  Extensão ilimitada é uma dos nossos inevitáveis pensamentos.
Isso inflige a nossa ideia de infinito, que se não há nada como ele.  Mas se o universo é infinito, porque não eterno?  Se é ilimitado em espaço, porque limitado em tempo?  Descartes tomou lugar na origem do universo no livre arbítrio de Deus, que foi compelido a dar um começo; mas a questão era urgente; porque ele deveria ter um começo?  Se é necessário constituir espaço infinito, porque não é necessário também constituir tempo infinito?  A necessidade de um começo tira da existência o passado da eternidade; mas nós podemos, sem perigo, pensar que Descartes permitiu que a eternidade viesse.  Nós colocamos um Ser Infinito e um universo infinito.  Em algum ponto ou outro esses dois infinitos devem ser apenas um.  A criação é também um trabalho, mas diferente de um trabalho do ser humano, ela não pode existir sem uma contínua presença do trabalhador.  Isso requer dessa existência uma contínua repetição do ato do Criador.  Deus não tem distância do seu universo.  Ele está imanando dentro dele; o executor de todas as leis, o doador de todos os trabalhos e até o presente agenciador que age e está acima de todo infinito.


Livre tradução do livro Pantheism and Christianity de John Hunt . 1884 . Capítulo XII . Idealismo moderno . Descartes

Visite meu site para ler outras traduções do mesmo livro: Panteísmo e Cristandade .  https://sites.google.com/site/pantheismandchristianity/

sábado, 2 de dezembro de 2017

Entusiasmo


Entusiasmo


O ânimo ou o entusiasmo vêm em horas inadequadas? O “tesão”, o excitamento sexual ocorre quando não era para ocorrer?  Prova de saúde, de boa saúde e de vitalidade... Muitos não têm a motivação nem nas horas certas... De qualquer modo, seja o entusiasmo para o trabalho, o estudo ou o apetite sexual que não andam bem, é correto dizer que sem o ânimo não é possível realizar as atividades.
A alimentação é ponto fundamental para alcançar uma nutrição adequada e que permita equilibrar a consciência com vontade de realizar sempre.  De acordo com a ayurveda, as pessoas podem se dividir em 3 naturezas psicofísicas; variando com relação à preponderância desses três humores biológicos: Vata, Pitta, Kapha.  Existem três tipos combinados: Vata-Kapha, Pitta-Kapha ou Vata-Pitta.  Cada tipo possui um conjunto de constituição física e, por conseguinte, sentem-se à vontade com determinados tipos de alimentos.  Um tipo Vata,ar, por exemplo, tem um tipo de predisposição que é diferente do tipo Pitta, fogo e que, por sua vez, é diferente da do tipo Kapha, água.  O gosto doce compõe-se dos elementos da terra e da água, o gosto amargo compõe-se dos elementos ar e éter, o gosto picante compõe-se dos elementos fogo e ar, o gosto salgado compõe-se dos elementos da água e do fogo, o gosto ácido compõe-se da terra e do fogo e o gosto adstringente compõe-se de terra e ar.  Tais paladares coadunam-se com regimes alimentares. Regimes alimentares sáttvicos (vida saudável), regimes alimentares rajásicos (vida perturbada) e tamásicos (vida entorpecida).
Sabemos que nem metade da população dispõe de tempo ou recursos financeiros para projetar sua alimentação de forma qualitativa e como prevenção de doenças, como promotor de saúde ao longo prazo.  Seja qual for a possiblidade de cada um para viver um cotidiano saudável, conhecer a si mesmo é, sempre foi e sempre será um dado fundamental para entender toda a extensão do nosso ser: mente, corpo, alma e espírito.
Harmonizar a psique e levar um dia-a-dia com calma e serenidade é uma grande meta, porque o autoconhecimento é uma essencial forma de encontrar motivação, vontade ou ânimo de viver bem e com qualidade sempre.  Paz e luz.

Mauricio Duarte (Swami Divyam Anuragi)


Leia mais: http://www.divulgaescritor.com/products/entusiasmo-por-mauricio-duarte/

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Comenda de 2017 da AVL

Recebi a Comenda de 2017 da AVL (Academia Virtual de Letras). Minha Cadeira é a de número 18 e que tem como Patrono, o escritor Paulo Coelho.


terça-feira, 28 de novembro de 2017

XIX Antologia Poética de Diversos Autores VOZES DO AÇO

Minha participação na XIX Antologia Poética de Diversos Autores VOZES DO AÇO . Homenagem ao Acadêmico Geraldo Carneiro




Gratidão pela vida
Pedras n´água do rio
são como falsos desvios;
trazem alguns caminhos,
mas não impedem, assim,
o fluxo do tal rio...
Também esses que perdem
gratidão pela vida;
trazem deles caminhos,
mas não impedem, assim,
o fluxo maior da vida...
Mauricio Duarte


Movimento cósmico
Universos colidem... e se amalgamam
em grandes e inúmeras galáxias... rodopiam,
rodeadas por imensos quasares... energia
em suas fronteiras de luz que nunca terminam...
Mundos se formam... se desformam, num átimo.
Tudo que era, deixa de ser... também tudo
que não era passa a ser... num balanço de grande
monta que não para, sem começo nem fim...
Mauricio Duarte



A Antologia possui:
104 páginas
Miolo PB Offset 75 g/m2
15 x 21 cm
Capa 21 x 30 cm
Capa colorida papel couché fosco 300 g/m2
Editora Poeart
2017
Preço: 28,00 + FRETE

Quem quiser adquirir um exemplar, entre em contato comigo e eu enviarei o livro com uma dedicatória especial. Tenho poucos exemplares. Não deixe para depois.