quarta-feira, 12 de março de 2014

Por mais que seja...



Por mais que seja...

Por mais pesada que seja a mão,
sempre há de afagar algum dia.
Espelhos de nossas desventuras,
as luzes da cidade, à noite,
são apenas mais uma testemunha
da nossa violência.

Por mais excessivo que seja o ódio,
sempre há de amar algum dia.
Milhares já nasceram e morreram
desde que o primeiro homem veio à essa Terra,
mas nenhum deles verá a grande explosão
de alegria e dor, quando do nascimento da paz.

Por mais esquecida que seja a esperança,
sempre há de existir enquanto a guardarmos.
Não há nada que se possa fazer pelo homem
no seu atual estágio de evolução.
Apenas esperar e esperar até que a poeira assente
e, dos escombros do passado, surja o novo.

Por mais desesperada que seja a causa
Sempre há de valer a pena carregá-la,
porque nunca houve um só dissidente
que não sonhasse em voltar para casa
e nenhum sonhador que não sonhasse
um futuro melhor para si e para a humanidade.

Mauricio Duarte (Divyam Anuragi)

2 comentários:

  1. Um belíssimo poema reflexivo. Parabéns e mais um grande abraço.

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    1. Obrigado amigo Joilson. Fico feliz com a sua leitura. Abraço forte.

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