domingo, 12 de agosto de 2018

A função catártica da arte




“Muito se tem falado e escrito sobre a função catártica da arte. Katharsis é a palavra grega para purificação.
Catártico é purificador.
Como é que arte purifica?
E de que é que ela purifica o homem?
E, mais importante ainda, por que o homem é impuro? Se o homem faz parte integrante do Universo, e se o Universo é puro, por que é o homem impuro?
Os romanos, além da maravilhosa palavra "Universo" - um em diversos - chamavam o mundo "puro", ou "mundus". Conservamos em português a palavra "mundo" (impuro), mas perdemos o adjetivo "mundo" no sentido de "puro". Os romanos consideravam o Universo como a grande pureza, como o "mundus” - assim como os gregos o apelidavam de "kosmos", isto é, “beleza” (cf, cosmético). A beleza, para o heleno, consistia antes na forma do que na cor. O substantivo alemão Gestalt, hoje tão usado na psicologia e na arte, corresponde mais ou menos ao termo grego kosmos; ambos se referem a uma beleza de forma e constelação, a um jogo de simetria e assimetria, a um contraste de positivo e negativo. O Universo, para o espírito helênico, era uma harmonia de formas e de movimentos, que ele apelidava de “kosmos”.
O Universo é "puro" e é "belo”.”
(Trecho do livro A Filosofia da Arte . A Metafísica da verdade revelada na estética da beleza . Capitulo 3 . A grande Katharsis pela arte integral . página 37 . Huberto Rohden . Editora Martin Claret . São Paulo . 2008.)

Alegria - Bartira Mendes




Alegria


Sentimento que agora
Lidera todo meu ser
Fazendo de minhas reações
A total razão
De viver.
Alegria
O que de meus olhos fazem faíscas
No constante prazer
Em o mundo
Contemplar
De braços
Com a razão e a emoção
No simples fato
De amar
De viver.
O que faz das palavras ouvidas
Um eco sempre festivo
Em busca do prazer.
O que me leva dizer  coisas
Que nem sempre são entendidas
Mas que a mim
Não causam nenhum desprazer.
Alegria
É o que tenho
E é com essa alegria
Que compartilho com Deus
O meu viver.

Bartira Mendes

Malebranche




Malebranche

Para Malebranche a diferença entre ele mesmo e Espinoza parecia infinita. E externamente isso era verdadeiro. Espinoza era um judeu, excomungado da sinagoga; Malenbranche um padre cristão. Um foi educado na Cabala, o outro transitava nos escritos de Santo Agostinho.  Mas grande como eram as diferenças externas, julgamentos imparciais simplesmente reconectaram esses dois professores de teologias análogas. Descartes, como nós temos visto, admitia dois tipos de substância – a criada e a incriada – mas na realidade a última era apenas substância real.  Espinoza viu essa inconsistência e fez das substâncias criadas acidentes ou modos da incriada.  Mas essas substâncias criadas são evidentemente de dois tipos – a espiritual e a material.  Elas podem ser reduzidas a uma, ou são, na sua essência, inteiramente distintas?  Descartes tinha a última opinião.  Espinoza sustentava a primeira.  Disto resultou sua crença na unidade original do pensamento e da substância extendida; de Deus como pensamento e da substância extensão.  Malebranche gostaria de manter o nível cartesiano, que elas eram substâncias distintas, e, ao mesmo tempo, remover o dualismo cartesiano.  Ele fez isto supondo que elas se distinguiriam em si mesmas, ainda achando-se unidas em Deus.  Como todas as coisas existem espiritualmente e idealmente na mente divina, Deus é, como foi, o maior significado entre o Eu e o mundo externo – “Nós vemos todas as coisas em Deus.” Malebranche, como um cartesiano, começou com o pensamento.  Nós somos algo que pensa; nós temos ideias. Como nós temos essas ideias? Algumas são imediatas, mas outras são ideias de coisas materiais.  As últimas nos podemos ter também vindas dos objetos em si próprios, vindas da alma que tem o poder de produzi-las, ou vindas de Deus que as produz em nós, que ele tem feito, também na criação, ou podem vir todo o tempo que nós pensamos em qualquer objeto; ou nós podemos conceber a alma como tendo em si mesma todas as perfeições com as quais nós descobrimos nos objetos externos, ou por último, como unidades com um Ser todo-perfeito, que compreende em si mesmo todas as perfeições dos seres criados.  Malebranche examina cada um destes cinco caminhos de entendimento dos objetos externos, para achar objeções a todos, com exceção do último. Seus argumentos para isto estão baseados nas doutrinas das ideias neoplatônicas.  “É absolutamente necessário”,  ele diz,  “para Deus ter em si mesmo todas as ideias de tudo o que os seres que ele criou tem, desde que todavia ele não poderia as ter produzido, e ele vê todas elas considerando-as todas da sua perfeição com a qual elas foram relatadas.” Deus e a alma humana são supostamente tão unidas que Deus pode ser chamado de o “lugar” das almas, como extensão do lugar dos corpos.  Espinoza não poderia ter expressado isto tão bem, nem poderia ter quisto isto expresso melhor.  O atributo principal do corpóreo é a extensão.  Nele os corpos têm seu ser e essência. E como os corpos são constituídos em extensão, como são almas constituídas em Deus.  “É a palavra divina sozinha que nos ilumina pelas ideias que estão nele, para as quais não há duas ou mais sabedorias, duas ou mais razões universais.  A verdade é imutável, necessária, eterna; o mesmo em tempo e em eternidade, o mesmo no céu e no inferno.  A palavra eterna fala a mesma linguagem para todas as nações.” Esse falarem nós da razão universal é a revelação verdadeira de Deus.  É a única maneira de nós possuirmos algum conhecimento das coisas externas.  “Ver o mundo inteligível, é o bastante para consultar a razão que contem essas ideias, ou essas essências inteligíveis, eternas e necessárias com as quais se faz todas as mentes razoáveis e unidas à razão.  Mas para ver o mundo material, ou ainda para determinar que esse mundo existe – porque esse mundo é invisível em sim mesmo – é necessário que Deus deva revelar isto a nós, porque não podemos perceber seus arranjos em que sua escolha nessa razão foi necessária.”
As ideias das coisas materiais nós vemos em Deus, mas as coisas espirituais nós vemos imediatamente em Deus sem o intermédio das ideias.  No espiritual, interno ou ideal mundo nós estamos face a face com a verdade e a razão.  Lá nós vemos não ideias, mas realidades.  Lá nós conhecemos o infinito, não através da ideia dele, mas imediatamente e através dele que nós temos nosso conhecimento de todas as coisas finitas.  Nele o material existe espiritualmente. Antes o mundo foi criado por Deus e sozinho existia.  Para produzir o mundo ele deve ter tido ideias do mundo e tudo que é nisto.  E essas ideias devem ter sido idênticas em si mesmas aos objetos externos.  Deus eternamente sustenta sua ideias.  Essa é a sua conversão com a palavra eterna.  Isto é Deus como Ser, dando a si mesmo Deus, como pensamento – o Pai dando todas as coisas ao Filho.  A palavra divina brilha em suas almas.  Por ela nós vemos me Deus algumas das ideias em si mesmas, mas um espírito criado que não é visto em todas as coisas em si mesmas, porque ela não contem todas as coisas em si mesmas.  Isto vê nelas em Deus, nas quais elas existem.  Quando, por ocasião, nós vemos um quadrado, nós não vemos meramente a ideia mental em nós, mas o quadrado em si mesmo, que é externo a nós.  Deus em si mesmo é a causa imediata da sua visão divina.  Ele nos instrui no seu conhecimento com a naturalidade com a qual os homens ingratos a chamam de natureza.  Ele mostra isto em nós.  Ele é a luz do mundo e o pai da luz e do conhecimento.  Santo Agostinho diz que “nós vemos Deus na vida pelo conhecimento que nós temos das eternas verdades. Verdade é incriada, imutável, eterna, sobre todas as coisas.  Ela é verdade em si mesma.  Ela faz as criaturas mais perfeitas; e todos os espíritos naturalmente vêm para conhecê-la.  Nada a não ser Deus pode ter a perfeição da verdade; embora, a verdade seja Deus. Quando nós vemos algumas verdades eternas e imutáveis, nós vemos Deus.”  Depois de citar Santo Agostinho, Malebranche acrescenta, “Essas são as razões de Santo Agostinho, as nossas diferem um pouco delas. Nós vemos Deus quando nós vemos as verdades eternas, não que elas sejam Deus, mas porque as ideias com as quais essas verdades dependem estão em Deus – talvez Agostinho conceba o mesmo significado nelas”  Começando do pensamento, Malebranche, como Descartes e Espinoza, encontrou a ideia de infinito como a primeira e a mais clara das nossas ideias.  “Isto”, ele disse, “é a melhor, a mais bonita, a mais exaltada, a mais audível prova da existência de Deus.”  Essa é a ideia do Ser universal, que inclui em si mesma todos os seres.  A mente humana pode conhecer o infinito, embora não possa compreendê-lo.  Nós concebemos primeiro o infinito e então nós restringimos a ideia para fazê-la finita, não embora, que essa ideia represente o infinito Ser, tão  longe quanto possa, essa ideia representa algo determinado, mas através da nossa visão podem as trevas serem finitas, nós possamos ver e conhecer Deus como infinito.  Ele é idêntico ao Ser universal.  Nós chamamos ele de Espírito, mas isto não declara o que ele é, mas o que ele não é.  Ele não é matéria.  Ele está muito além do espírito, como o espírito está além da matéria.  O amis alto atributo que nós podemos conhecer disto pode pertencer ao ser que é pensamento ou mente, e embora nós chamemos Deus de Espírito, ele é o Ser perfeito infinitamente.  Como nós demos a ele um corpo humano, devemos dar a ele pensamentos humanos.  Sua mente não é como a nossa. Podemos comparar com a nossa porque a mente é o mais perfeito atributo com o qual nós conhecemos qualquer coisa.  Como ele inclui a si mesmo nas perfeições do Espírito sem ser como um espírito, como nós concebemos espíritos seu nome é AQUELE QUE É.  Ele é o ser sem limitação; todos os seres; sendo infinitos e universais.  E como nós temos essa ideia distinta de Deus como ser, nós temos outra ideia de extensão.  É impossível fazer face à ideia das nossas mentes, para que a extensão infinita pertença ao ser, ou, ao menos, as nossas ideias de ser.  Malebranche não faz da extensão um dos atributos de Deus, mas outorga que tenha feito, depois do que ele tem dito do ser e da extensão.  Ele mantem que a ideia de extensão é eterna e imutável; comum a todas as mentes, a anjos – sim, a Deus, ele próprio – que é o ser verdadeiro e idêntico à matéria. Nós não precisamos projetar quaisquer inferências das doutrinas de Malebranche.  É suficiente presentemente mostrar o paralelismo entre suas visões em Deus, ser, espírito e matéria, com as de Espinoza. Como nossas almas estão unidas a Deus,  e vemos todas as coisas em Deus, nossos corpos têm esta essência em extensão.  Entre as substâncias, matéria e espírito, não há necessária relação.  As modalidades do nosso corpo não podem ser nossas próprias forças a forçarem essa mudança da mente e, ainda, as modalidades do cérebro estão uniformemente em conexão com os sentimentos das nossas almas, porque o Autor do nosso ser tem determinado isto.
E essa ação imediata de Deus não é limitada a mente do homem.  Ela é a mesma em toda natureza.  Deus não tem dado a sua criação, causas secundárias; o que nós chamamos assim, são nada mais, nada menos do que ocasiões para Deus, que é a causa universal, executar seus decretos como ele expressa em vontade que devem ser executados.  É verdade que as Escrituras em alguns lugares descrevem eventos com causas secundárias, como no livro de Gênese, quando é dito: “E a terra foi feita”; mas isso é dito impropriamente.  Na maior parte das Escrituras Deus fala como ator imediato.  Ele comanda as crianças de Israel para honrar a ele como a única causa, tanto do bem quanto do mal, recompensa e punição. “Há algum mal na cidade?” diz o profeta Amós, “e o Senhor não o fez?”  Os trabalhos da natureza são trabalhos imediatos de Deus.  Ele forma todas as coisas.  Ele deu vida e soprou vida em todas as coisas.  Ele causou a grama crescer da terra e a herva para servir o ao homem, que pode trazer comida da terra. Deus nunca deixou seu mundo.  Ele está presente nele agora assim como no primeiro momento da criação – de fato, a criação nunca cessa.  A mesma vontade, o mesmo poder, e  a mesma presença que requeriu a criação do mundo, é requerida a todos momento para preservá-lo.  O que nós chamamos de leis da natureza são nada mais do que expressões da vontade de Deus.  Ele trabalha por leis, mas o trabalho não é, todavia, menos imediato ou menos dependente da sua vontade e poder.
Malebranche nos lembra Espinoza quando ele discursa sobre suas paixões.  A mente humana tem duas relações essencialmente diferentes – uma de Deus, e a outra do corpo.  Isto não é uma comparação sem sentido, como nós poderíamos concluir do que tem sido dito do nosso ver todas as coisas em Deus.  A união da alma com Deus não é menos do que a união da alma com o corpo.  Por essa união com a divina palavra, sabedoria ou verdade, nós temos a faculdade do pensamento.  Por nossa união com o material, nós temos as percepções dos sentidos.  Quando o corpo é a causa dos nossos pensamentos nós apenas imaginamos; mas quando a alma age por si mesmo, em outras palavras, quando Deus age nisto, nós entendemos.  As paixões não são em si mesmas más.  Elas são as impressões do Autor da natureza que inclina a nós o amor ao corpo e a qualquer coisa que seja útil para a sua preservação.  Enquanto nossa união com o corpo seja uma punição pelo pecado, ou um presente da natureza, nós não podemos determinar. Mas nós estamos certos disto, que antes do seu pecado o homem não foi um escravo das suas paixões.,  Ele tinha uma maestria sobre elas.  Mas agora a natureza está corrompida.  O corpo, ao contrário da representação que ele quer da alma, age com violência, vem como tirano e transforma isto do amor e do serviço de Deus.  Redenção não pode ser nada mais do que uma restauração do homem à dominação da alma sobre o corpo, para isto tem Deus reinado entre ele.
Mas essa questão das paixões envolve um a inquirição a mais – o que é o pecado? Se Deus trabalha em qualquer coisa que é real nas emoções da mente, e no que é real nas sensações das paixões, é ele o Autor do pecado?  Malebranche dá uma velha resposta, ao colocar que o pecado não é nada real.  Deus continuamente impele o homem ao bem, mas o  homem para, ele espera; esse é o seu pecado. Ele não segue a liderança de Deus, ele não faz nada e esse nada é pecado.  Se seguíssemos Malebranche simplesmente como um filósofo, como poderíamos vê-lo como um padre da igreja católica apostólica romana, reconciliando  suas especulações com as Escrituras, e os decretos dessas reconciliações?  Ele não tenta os reconciliar ou se ele o fez foi apenas parcialmente.  Onde a igreja não falou que a razão é livre, mas como ela prescreve, quaisquer que fossem as nossas conclusões da razão, nós tivemos que submeter às decisões da igreja. Nós não temos evidência da existência de um mundo externo, mas nós recebemos da autoridade da igreja.  Nossa razão não pode ser confiada nos mistérios da fé.  Eles estão além dos limites das nossas faculdades. A encarnação, a Trindade, a transformação do pão e vinho na Eucaristia no corpo e sangue reais de Cristo, quem pode entender?  É bem um exercício da nossa razão que subjaz questões pressupondo que possam ser tomadas não há razão para que o autor de todas as heresias deva à igreja?  Ainda Malebranche usou sua razão, para depois todo homem não possa ajudar usando sua razão, até sendo ele um padre na igreja católica apostólica romana.  Malebranche tinha uma grande teoria – proveitosa como a de Jacob Boehme – de que todas as coisas foram feitas para a igreja redimida.  Esse mundo é finito e imperfeito, mas em Jesus Cristo ele se torna perfeito, e de infinito valor.  Jesus Cristo é o começo de todos os caminhos de Deus – o primeiro nascido entre os muitos que tiveram o sopro divino.  Deus ama o mundo apenas por causa de Jesus Cristo.  Até Deus ter tido essa vontade, o pecado não existia no mundo e, ainda, Cristo, a eterna palavra, deveria se unir ao universo e fez isto proveitosamente em Deus.  Cristo teve um interesse no homem, independente tanto do pecado quanto da redenção.  Deus vislumbrou antecipadamente a existência do pecado.  Ele decretou dar a Jesus Cristo um corpo para ser vítima com a qual ele iria oferecer para o necessário de que todo padre precisaria oferecer.  Deus através do corpo do seu Filho assim como quando formado que foi Adão, deu a todos um corpo que nós vamos sacrificar, como Cristo sacrificou seu corpo.

Livre tradução do livro Pantheism and Christianity de John Hunt . 1884 . Capítulo XII . Moderno Idealismo . Malebranche

Visite o site Panteísmo e Cristandade com todos os textos traduzidos: https://sites.google.com/site/pantheismandchristianity/

sábado, 11 de agosto de 2018

segunda-feira, 6 de agosto de 2018

Relógio de Sol de São Gonçalo

A TV Futura apresenta o Relógio de Sol de São Gonçalo, único no mundo de duas faces, criado pelo Acadêmico Presidente da AGLAC, Décio Machado.



domingo, 5 de agosto de 2018

Conheça a obra artística, arquitetônica e literária do Acadêmico Secretário da AGLAC: Carlos Aberto.



Conheça a obra artística, arquitetônica e literária do Acadêmico Secretário da AGLAC: Carlos Aberto.

https://sites.google.com/view/aglac/acad%C3%AAmicos/carlos-alberto

Conheça a vida e a obra do Acadêmico Presidente da AGLAC: Décio Machado



Conheça a vida e a obra do Acadêmico Presidente da AGLAC: Décio Machado 

https://sites.google.com/view/aglac/acad%C3%AAmicos/d%C3%A9cio-machado

Página da querida AGLAC




E chegamos as 500 curtidas na nossa da Página da querida AGLAC. Agradecemos a todo(a) o(a)s amigo(a)s, parceiro(a)s e colegas de jornada literária, artística e cultural.

https://www.facebook.com/academiagoncalensedeletrasarteseciencias/

quinta-feira, 2 de agosto de 2018

Manual do Guerreiro da Luz - por Maurício Duarte :: Divulga Escritor



Manual do Guerreiro da Luz - por Maurício Duarte :: Divulga Escritor

Aqui passo a analisar o livro Manual do Guerreiro da Luz de Paulo Coelho.  O livro aborda temas universais que permeiam a vida de todas as pessoas – conquistas, derrotas, escolhas, destino, paixão, esperança, amizade, entre outros.  A publicação é uma compilação de pequenas histórias ou considerações já publicadas antes em “Maktub”, coluna que fez parte do jornal Folha de São Paulo, e de outros jornais, entre os anos de 1993 e 1996.
Um livro de “lições de vida” não é original nem tão pouco fora do comum...  Muitos escritores dedicaram seu tempo numa brochura deste tipo.  O que há de diferente nesse Manual do Guerreiro da Luz é que Paulo Coelho se debruça sobre algo constante em sua trajetória literária – e não só espiritual ou religiosa – desde, ao menos, o prólogo de As Valkirias (livro autobiográfico).  Refiro-me a citação do seu mestre J. quando diz: “ Porque a gente sempre destrói aquilo que ama.” Uma afirmação que encerra uma contradição tremenda, mas verdadeira.  Os sonhos vão à ruína quando se tornam possíveis...  Achamos que não merecemos aquela conquista, aquela vitória, e acabamos a destruindo.
Longe de ser um adágio de magia ou de religião, a assertiva contém um pensamento filosófico existencialista ou de espiritualidade profunda e, de acordo com Paulo Coelho, provém do seguinte poema; dado a ele por J., escrito num guardanapo de papel:
“A gente sempre destrói aquilo que mais ama
em campo aberto, ou numa emboscada;
alguns com a delicadeza do carinho
outros com a dureza da palavra;
os covardes destroem com um beijo,
os valentes, destroem com a espada.”
Seja como for, Paulo Coelho mantém o foco durante todo o livro em contradições que aparentemente são isto mesmo, afirmações contraditórias; mas que para o interessado nas coisas do espírito, tem todo sentido.  Como diz um dos seus excertos: “O diabo mora nos detalhes”, de acordo com um antigo provérbio da Tradição.
E mesmo sendo árduo e longo, o trabalho com o interior sempre vale a pena.  “Um Guerreiro da Luz sabe que tem muito para se sentir agradecido.” Essa gratidão “não se limita ao mundo espiritual, ele nunca esquece seus amigos”.  “Ele não precisa ser lembrado da ajuda dada a ele por outros, ele é o primeiro a lembrar e ficar certo de que compartilha com eles todos os benefícios que recebe.”
Dessa forma, percebemos que este Manual do Guerreiro da Luz não é um livro de autoajuda como muitos já escritos.  Talvez seja um livro de “autotranscendência”, porque nele podemos encontrar tanto histórias que nos levam a uma reflexão quanto pensamentos que nos tornam alertas para uma realidade maior, diferente das superficialidades com que a mídia, ou a própria sociedade, nos acostumaram ao longo da vida.  Um livro para não ter medo da vitória, para não ter medo de ser feliz... Literalmente...
(Este texto foi publicado originalmente no programa Meu Patrono Visto por Mim da Academia Virtual de Letras António Aleixo em julho de 2017).
Mauricio Duarte (Divyam Anuragi)


Leia mais: https://www.divulgaescritor.com/products/manual-do-guerreiro-da-luz-por-mauricio-duarte/

domingo, 29 de julho de 2018

Estudos - roughs para futura peça de arte






Estudos - roughs para futura peça de arte
Estudo 1, Estudo 2, Estudo 3, Estudo 4
lápis HB e 6B s/ papel
21 x 29,7 cm
2018
Mauricio Duarte (Divyam Anuragi)

Reflexos




Reflexos
Expressionismo abstrato
Namquim e tinta vermelha para desenho s/ papel
21 x 29,7 cm
2018
Mauricio Duarte (Divyam Anuragi)

sexta-feira, 27 de julho de 2018

Arte-enlevo




Arte-enlevo

A arte-enlevo considera que toda peça de arte que possui temática, meios, estilo e/ou composição que facilite, exponha, expresse e/ou leve à catarse espiritual ou contemplativa ao observador, espectador é arte-enlevo.  A catarse é o primeiro passo para o ato meditativo.  O homem e a mulher contemporâneos não se sentam para meditar e o conseguem sem catarse, sem expressar e botar fora toda loucura, todo o stress, toda a ansiedade do mundo atual.          
                 Também leva em conta que o autor, o criador se resguarde e tenha consciência (konspiro de konscienco – conspiração da consciência) de algum modo, em algum momento, se for da compreensão estética do artista, que existe o estado de satori, que é falso, alcançado muito facilmente por quem cria arte, porque para num primeiro plano.  A catarse, em si mesmo, não é de modo algum prejudicial ou negativa.  A catarse é uma etapa para o ato de meditar, nada mais e nada menos.  O espectador não sofre nenhum risco ou perigo.  Mas o artista que se dedica de corpo e alma a sua arte precisa tomar cuidado com o satori, que é um lampejo da iluminação e que é falso.  A iluminação verdadeira só é alcançada em todos os planos e envolve a Kundalini, o enlevo da Kundalini.
                A rigor, qualquer atividade humana, ”profissionalmente” levada a sério, pode possibilitar o satori se for realizada de corpo e alma por um indivíduo, mas os artistas têm maior propensão a que isto ocorra justamente por conta da dedicação exclusiva em todo grau, nível e dimensão que a sua arte configura na vida do pintor, escultor, gravador, escritor, poeta, entre outros.

Mauricio Antonio Veloso Duarte (Sw. Divyam Anuragi)

LITERATURA, EM BOAS MÃOS # MARGARETH SALLES.





COMPACTUALISMO

Um novo estilo LITERÁRIO

DÉCIO MACHADO

segunda-feira, 16 de julho de 2018

VIII Coletânea Século XXI



Minha participação na VIII Coletânea Século XXI . Organização do autor Jean Carlos Gomes. Edição em homenagem aos poetas Anderson Braga Horta e Antonio Miranda. Miolo 126 páginas Papel offset 75 g Capa colorida Papel couche fosco 300 g Editora Poeart Volta Redonda - RJ 2018 Instituições parceiras: Academia Barramansense de História Academia Barramansense de Letras Academia de Artes, Ciências e Letras do Brasil Academia Evangélica de Letras do Brasil Grêmio Barramansense de Letras Academia Voltaredondense de Letras

Poemas de minha autoria que estão no livro: Resta Resta o Um... Resta o selo de Salomão... Resta o Lótus na lama... Resta o Peixe... Resta a Lua crescente e a estrela... Resta a Estrela de nove pontas... Resta o Yin-Yang... Resta o Um... Mauricio Duarte (Divyam Anuragi)


Inundação Os pingos caem, molhando o chão do meu universo. Chuva inclemente, sim, lava essas almas todas. Mas a inundação maior é no meu coração... Mauricio Duarte (Divyam Anuragi)
Estou vendendo a R$ 40,00 + correios. Peça o seu agora mesmo e eu envio com uma dedicatória especial para você.


A obra será apresentada/lançada oficialmente em 26 de julho em Brasília pois nossos dois homenageados (Anderson Braga Horta/Antônio Miranda) residem no DF.  

sábado, 14 de julho de 2018

A espiã por Paulo Coelho


A espiã por Paulo Coelho


                O livro A Espiã, livro de Paulo Coelho, é o tema do meu texto Meu Patrono Visto Por Mim.  Sendo a primeira incursão de Paulo Coelho no romance “meta-histórico”, entre a ficção e a não-ficção, utilizando-se de personagens históricos e fatos reais, mas com livre voo da imaginação criadora, o livro é muito envolvente e tem a marca da novidade.  Para mim, a novidade foi dupla, porque encontrei uma promoção da Amazon Audio Books, onde se cadastrando, pude ouvir o livro gratuitamente.  Dupla novidade realmente, nunca tinha ouvido um livro nessa mídia.
                A história gira em torno da vida e do mistério da atriz e dançarina Marguaretha Geertruida Zelle, mais conhecida como Mata Hari, a mulher que ousou ser uma mulher desinibida e livre numa época em que o comportamento feminino deveria ser recatado e estar a um passo atrás dos homens.
                A narração, feita pela própria Mata Hari, é extremamente fluída e dá um tom entre o relato lamentoso e o relato saudoso.  A lamentação é pela condenação ao pelotão de fuzilamento francês por traição ou espionagem e o saudosismo ou a saudade é pelos grandes momentos no mundo do sucesso parisiense como dançarina nas maiores casas de show.
                Apesar do sucesso e da fama de Mata Hari na Belle Époque francesa, o livro não deixa de denunciar as superficialidades e as tragédias da vida das elites e do falso glamour das celebridades fúteis e ricos sem noção da própria estupidez e crueldade.  A crueldade, aliás, atravessa toda a narrativa, do começo ao fim.  Estuprada pelo diretor da escola na Holanda, sua terra natal, a protagonista casa-se com um oficial militar e parte para a Indonésia, onde sofre experiências sexuais horrendas com o marido.  O “batismo de fogo” de Mata Hari tinha sido o suicídio de uma mulher desiludida com o amor e tomada pela profunda infelicidade de um mundo de aparências que desfere um disparo de pistola no coração, bem próxima de Mata Hari, numa festa na Indonésia.  A partir daquele momento passou a ser a mulher que manipulava e usava os homens e não o contrário.
                Mata Hari na França, sempre foi invejada e reconhecida como artista de dança oriental, no seu auge, mas nunca respeitada.  A injustiça que se abateu sobre ela se dera por intrincados acontecimentos e “atividades suspeitas” que só foram consideradas suspeitas porque havia um contexto de guerra e um Tribunal de Guerra com a Lei de Segurança Nacional na França da 1ª. Guerra Mundial.
Tinha sido contatada pelo Cônsul Cramer da contraespionagem alemã e contratada para dançar em Berlim para a aristocracia, quando sua carreira já não tinha a mesma fama em Paris.  Foi como encontrar o homem certo no lugar errado.
As acusações foram injustas realmente?  Até hoje não se sabe, embora fique bastante claro que houve muito exagero, no mínimo, com relação às suas “atividades de espionagem.” Fiquemos com as palavras da própria personagem: “Sou uma mulher que nasceu na época errada e nada poderá corrigir isso. Não sei se serei lembrada no futuro, mas, caso isso ocorra, espero que me vejam não como uma vítima, mas como alguém que deu passos corajosos e pagou sem medo o preço que precisava pagar.” 
O livro, no seu todo, demonstra a grande força do autor que brilha ao adentrar um extremo psicologismo e defesa da causa feminina e no universo pessoal da sua precursora Mata Hari, que entrara em outra dimensão, num transe místico em mistura de yoga e meditação ao assistir a dança sagrada e exótica na Indonésia.
No nosso tempo, Madona, a cantora pop, foi considerada a mulher do ano em 2016 e teve que fazer um discurso enorme de “justificação” – a rigor ela não tem que justificar nada – de seus atos, atitudes e pensamentos.  Estaríamos tão distantes assim da época de Mata Hari?

Este texto foi publicado originalmente na AVL (Academia Virtual de Letras António Aleixo) como participante do programa Meu Patrono Visto por Mim, haja vista que o autor, Mauricio Duarte, é membro efetivo da AVL, na Cadeira 18 e tem como Patrono o referido escritor, Paulo Coelho.


Leia mais: https://www.divulgaescritor.com/products/a-espia-por-paulo-coelho-por-mauricio-duarte/

sexta-feira, 13 de julho de 2018

Sombras, Sonhos e Sofismas dos Povos Indígenas no Brasil




Título: Sombras, Sonhos e Sofismas dos Povos Indígenas no Brasil 
Técnica: Mista s/ tela
Medidas: 30 x 40 cm
Ano: 2018
Estilo: Expressionismo abstrato
Valor: R$ 270,00
Mauricio Duarte (Divyam Anuragi)

quarta-feira, 11 de julho de 2018

Apreciação do meu amigo escritor Osmar Lima sobre o livro REALIDADES DO ABSURDO, contos do futuro incerto e do presente improvável



Apreciação do meu amigo escritor Osmar Lima sobre o livro REALIDADES DO ABSURDO, contos do futuro incerto e do presente improvável, de minha autoria Mauricio Duarte. Um grande prazer e uma grande honra contar com o Osmar como leitor.

"Bom dia, Maurício.
Você escreve bem. Descreve com bastante propriedade os fatos e também as características pessoais dos protagonistas. As frases fluem como as águas de um rio sereno, convidando o leitor a prosseguir. Interessante a conjugação da magia com a tecnologia, que, embora não confessada, permeia o pensamento de muitos atualmente. Algumas das histórias podem até serem utilizadas como metáforas para encartar argumentos. ( ex. A Pedra) Você á bastante criativo na fantasia que, por outro lado, dá um toque de realidade. Muito interessante a última história, que se refere às dificuldades que o autor experimentou a escrever este conto. É a história da história. Enfim, posso dizer que é um bom livro. AMEI. Abração, Maurício."
Para quem deseja conhecer o livro:
Realidades do absurdo traz os contos de lugares esquecidos pelo tempo e pelo espaço em ficções científicas em volta da mistura de tecno-ciência e magia. Tempos de nobreza e anarquia. Tempos de morte e necrofilia. Tempos de incompreensão e revoluções.
Realidades do absurdo traz também o inesperado e o insólito da nossa atualidade recheada de idas e vindas do real que poderia ser e não foi, mas que, mesmo assim, é real em alguma dimensão paralela.
Delicie-se com o incerto e o improvável em 10 contos do absurdo.

Categorias: Artes e Entretenimento, Ficção, Realismo Fantástico, Fantasia, Ficção Científica, Oculto
Palavras-chave: absurdo, contos, ficção, futuro, improvável, incerto, presente, realidades

Número de páginas: 80
Edição: 1(2016)
Formato: A5 148x210
Coloração: Preto e branco
Acabamento: Brochura c/ orelha
Tipo de papel: Offset 75g

Estou vendendo a R$ 33,00 + correios - preço promocional até o dia 13/07/2018.

Peça o seu exemplar agora e eu envio com uma dedicatória especialmente para você.

terça-feira, 10 de julho de 2018

Chegamos as 200 curtidas na página Interface-enlevo



Chegamos as 200 curtidas na página Interface-enlevo
. É uma honra e um prazer tê-los todos aqui comigo, amigos e amigas, juntos para pesquisar este universo da Interface-enlevo no design gráfico, web design, ilustração e em todas as suas vertentes. Um grande abraço.

Visite nossa página: https://www.facebook.com/interfaceenlevo/