terça-feira, 2 de agosto de 2022

Leitura da Janela

Leitura da Janela





Dando início a esse projeto que tem como objetivo fomentar a prática da escrita e leitura, o Leitura da Janela, convida a todos para a participação da primeira live, com Mauricio Duarte.


Mauricio, é natural de Niterói. É designer gráfico, escritor, poeta, artista plástico e ilustrador, formado em Desenho Industrial – Programação Visual na Escola de Belas Artes da UFRJ.

Publicou sob demanda, em 2008, o livro Anti-arte - Experimentos em Artes Visuais e Poesia Conspiracional. Fez parte do Catálogo Biennali Del Libro d´artista da LineaDarte em Nápoles, na Itália em 2009. Já participou de duas exposições virtuais coletivas na Galeria Monalisa: Talentos 2010 e Formas e Cores em 2011. Teve sua obra publicada no Catálogo Anuário Brasileiro de Artes Plásticas Consulte da Editora Roma, em São Paulo, 2011. Teve sua biografia incluída no livro Perfis Biográficos de artistas gonçalenses pela São Gonçalo Letras e Prefeitura de São Gonçalo em 2011.


No dia 15 de agosto, às 18h, o Mauricio estará no Espaço Educação 4.0 para bater um papo sobre a realidade e prática de ser escritor, contando um pouco da sua trajetória.

Teremos algumas vagas para participação presencial no Espaço. Os interessados devem entrar em contato pelo direct. Vaga limitadas!


Mais informações: https://www.instagram.com/espacoeducacao4.0/


#leituranajanela #leitura #escrita #escritor #poesia #cultura #saogoncalo

sábado, 30 de julho de 2022

MARIA QUER SER SEREIA . Michelle Bittencourt . livro infantojuvenil




MARIA QUER SER SEREIA

Michelle Bittencourt


"Você sabe o que é um Encantado? Maria amava tanto o mar que desejou ser um Encantado. E ainda que ela não tenha as características típicas de um desses seres, ela sabe que pode ser o que seu coração desejar."


Michelle Bittencourt - autora


24 páginas


23 x 23 cm


Capa colorida


Miolo colorido


Ilustrações: Elaine Furlani


Niterói


2021


Editora Brinque Ler




Preço (exemplar impresso): R$ 30,00 + FRETE dos correios




Adquira este livro pelo pag seguro: https://pag.ae/7YvJ1SpHR




Ou adquira este livro realizando um depósito na conta corrente:


Titular: Mauricio Antonio Veloso Duarte


Banco: Banco do Brasil 


Agência: 2899-1


Conta corrente: 58.703-6




ou 




Titular: Bartira Mendes Costa


Caixa Econômica


Agência: 0194


Operação :  001


Conta corrente: 00027316-8




Após o depósito envie o comprovante de depósito com nome completo e seu endereço para: duarte.mauricioantonio.maurici@gmail.com ou bartiramendesrespirandopoesia@gmail.com 


O exemplar do livro será enviado a você em até 25 dias úteis, conforme contingenciamento dos correios e demais serviços por causa da pandemia de COVID19 - Coronavírus. 

segunda-feira, 13 de junho de 2022

O QUERER . Vânia Mendonça

 Livro da advogada, professora alfabetizadora e escritora Vânia Mendonça:





O QUERER
Vânia Mendonça

"O objetivo deste livro é trazer as pessoas sinceras a uma fé positiva, ativa em obediência, preparar para receber suas vitórias, crescer em um projeto, santificar. Disposto a experimentar técnicas espirituais, praticá-las e ver resultados galardoadores, coragem, determinação.
Sabendo que tudo pode com o uso da fé, desfrutar das maravilhas; não basta ouvir a voz da fé e, sim, viver a fé. Tirá-lo da situação de desânimo, palavras fortes de sabedoria e amor. Extirpar os sofrimentos e tirar a pedra."
Vânia Mendonça - autora

Editora Machado
232 páginas
14 x 21 cm
capa colorida
miolo PB
São Gonçalo
2022

ISBN: 978-65-996845-3-1

Preço: R$ 60,00 + FRETE dos correios

Adquira este livro pelo pag seguro: https://pag.ae/7YmDUqY61

Ou adquira este livro realizando um depósito na conta corrente:

Titular: Mauricio Antonio Veloso Duarte
Banco: Banco do Brasil
Agência: 2899-1
Conta corrente: 58.703-6

ou

Titular: Bartira Mendes Costa
Caixa Econômica
Agência: 0194
Operação : 001
Conta corrente: 00027316-8

Após o depósito envie o comprovante de depósito com nome completo e seu endereço para: duarte.mauricioantonio.maurici@gmail.com ou bartiramendesrespirandopoesia@gmail.com

O exemplar do livro será enviado a você em até 15 dias úteis, conforme contingenciamento dos correios e demais serviços por causa da pandemia de COVID19 - Coronavírus.

domingo, 29 de maio de 2022

A escritora Viviane Paula é autora confirmada na nossa Coletânea VERSANDO MOMENTOS!


 


A escritora Viviane Paula é autora confirmada na nossa Coletânea VERSANDO MOMENTOS!


✸ Sobre a autora ✸

Viviane Silva de Moraes Paula nasceu em Niterói, mas mora no município de São Gonçalo há 24 anos. Graduada em Serviço Social, graduanda em Projetos Sociais e também em Assistência Social na educação. Há um ano criou o projeto HOPE LIFE, que tem alcançado resultados positivos em muitas famílias. É Coach, Analista Comportamental e escritora de poemas voltados à conquistas e evolução de Mulheres.

https://www.instagram.com/p/CdyFhZ7Oleu/

✸ A Coletânea de Poesia Versando Momentos está com inscrições abertas! Participe você também! ✸

#editoraindependente #editora #poesia #poesias #chamadaparaescritores #escritora #autora #publicação #coletânea #sãogonçalo #livros #amolivros

quinta-feira, 26 de maio de 2022

O escritor Aristides Dornas é autor confirmado na nossa Coletânea VERSANDO MOMENTOS!

 



O escritor Aristides Dornas é autor confirmado na nossa Coletânea VERSANDO MOMENTOS!

✸ Sobre o autor ✸
Aristides Dornas Júnior nasceu em São João Del-Rei em Minas Gerais e cursou Filosofia na UFMG, em Belo Horizonte. Ganhou alguns concursos literários e publica ativamente em antologias e coletâneas seus contos, crônicas e poemas. É membro correspondente da Academia de Letras de Teófilo Otoni - MG e Acadêmico Correspondente da Academia de Artes, Letras e Ciências - RS.
✸ A Coletânea de Poesia Versando Momentos está com inscrições abertas! Participe você também! ✸

Chamada para escritores - Coletânea VERSANDO MOMENTOS . Coletânea de Poesia

 




📢Você, poeta e poetisa, já se inscreveu na Coletânea de Poesia Versando Momentos? Ainda não? Então aproveita que as inscrições estão abertas e corre para garantir sua participação! 🏃‍♀️📖

ℹ️ Para mais informações acesse o link na BIO!

quinta-feira, 19 de maio de 2022

"DOIS CARAMURUS: UM ESTUDO DE ADAPTAÇÃO LITERÁRIA"




"DOIS CARAMURUS: UM ESTUDO DE ADAPTAÇÃO LITERÁRIA

TWO CARAMURUS: A STUDY OF LITERARY ADAPTATION

Dílson César Devides
Resumo: Este artigo estuda o resgate do épico brasileiro Caramuru, de Santa Rita Durão, por meio de suas adaptações, especificamente a feita pelo português João de Barros, em 1935.
Mostra como o adaptador lidou com a linguagem e a estrutura do texto, como pensou no público-alvo e como seria a recepção de sua obra.
Palavras-chave: Adaptação. Epopeia. Santa Rita Durão. Caramuru.
Abstract: This paper studies the rescue of the Brazilian epic poem Caramuru, written by Santa Rita Durão, through its adaptations, specifically the one made by the Portuguese João de Barros
in 1935. It shows how the adapter dealt with the language and the text structure, as he thought the target audience and how would be the reception of his work.
Keywords: Adaptation. Epic. Santa Rita Durão. Caramuru.
Sobre adaptações
Obras adaptadas não são, normalmente, vistas com bons olhos por aqueles que defendem a primazia do original. Certamente que se uma obra literária foi concebida para ser uma novela, ela deve ser lida, criticada, apreciada como tal. O que levaria então alguém a ler
uma adaptação? Um dos motivos poderia ser o fato de que a obra foi escrita em uma língua que o leitor não domina e, não havendo uma tradução (que conservasse o gênero textual, a estrutura narrativa etc.), restou-lhe a adaptação. Vendo por este prisma, a adaptação seria, de fato, algo menor. Mas se pensar que a adaptação foi concebida para o público infantil, por exemplo, que não teria como ter acesso ao original mesmo que fosse escrito no mesmo idioma das crianças em questão, e que não teria competência para lidar com o linguajar mais denso e elaborado de um texto para adultos, possibilitando assim que leitores em formação, já cedo em sua vida literária, tomassem contato com textos fundamentais da literatura, a adaptação passaria
a ser um instrumento de valor inestimável. Em outras palavras, rechaçar uma obra adaptada pelo simples fato de sê-la é uma atitude, no mínimo, precipitada; pois “o ato de adaptar uma
obra para determinado público não deve caracterizar um procedimento condenável em si mesmo” (FARIA, 2008, p.36).
Possibilitar que crianças em início de alfabetização possam ter contato com texto como Dom Quixoteou a Odisseia, que jovens desinteressados por livros possam apaixonar-se por Machado de Assis depois de ler algum de seus contos transformados em história em
Doutorando em Letras pelo IBILCE/Unesp. Mestre em Letras pela UFMS. Professor da FATEC LINS/BAURU
– CEETEPS. E-mail: dilson.devides@fatec.sp.gov.br
Ribanceira - Revista do Curso de Letras da UEPA
Belém. Vol. VI. Num.1. Jan.-Jun.2016
[ISSN Eletrônico: 2318-9746]
quadrinhos, que obras esquecidas voltem a ter o merecido destaque depois de serem transpostas para a televisão em uma minissérie ou que escolares em véspera de exames possam
compreender um pouco do enredo de uma obra ao jogar sua adaptação para videogame; são aspectos louváveis das adaptações em suas mais variadas realizações, pois facilitam a apreciação de textos complexos e quebram possíveis barreiras que os jovens possam lhe haver imposto ante o texto literário. “Assim, a adaptação de obras ao gosto dos jovens seria a solução
ideal para resolver o problema deles em relação à falta de interesse e preparo intelectual”
(FARIA, 2008, p.38).
É um erro já bastante discutido imaginar que o adaptador é alguma espécie de usurpador da obra alheia, que rouba uma ideia e tira vantagem dela. Seria ignorarmos aquilo que Borges (1989) nos dizia em relação aos precursores. Dito de outro modo, para muitos a adaptação seria precursora da obra original, uma vez que foi por meio dela que tomaram conhecimento do texto que, cronologicamente, veio primeiro. Dessa forma, ao adaptar uma
obra, está-se criando novos caminhos para aceder ao original, cabendo ao adaptador “[...] o papel de mediador entre o leitor [...] e a obra literária original” (VIEIRA, 2010, p.29). A adaptação objeto deste estudo dá-se de texto literário para texto literário, não
envolvendo as diferentes mídias hodiernas, as quais Linda Hutcheon faz referência em seu Uma Teoria da Adaptação, destacando os diversos modos pelos quais ocorre a transcodificação de um texto quando é adaptado para o teatro, cinema, tevê, jogos digitais e afins, ou mesmo se o caminho for inverso, um jogo é adaptado para literatura, por exemplo. A isso ela chama de intersemiótico, uma vez que “[...] essa transcodificação implica uma mudança de mídia” (2013,
p.61), já que se mudaria o meio de expressão pelo qual a adaptação teria suporte. No texto em questão não há tal transcodificação, uma vez que tanto o original quanto o adaptado
permanecem no âmbito da literatura impressa. As alterações que se dão se explicam, dentre outros motivos, pela ideia “[...] de que a adaptação não precisa ser rígida em seus moldes. Pode-se mudá-la em sua totalidade e gênero, desde que se mantenha sua essência, com a finalidade de aproximar o leitor iniciante do universo literário [...]” (VIEIRA, 2010, p.30).
A adaptação é, portanto, um trabalho autoral, no qual se vê as marcas do adaptador. É também um trabalho importantíssimo se se pensar em suas aplicações didático-pedagógicas.
Em suma, as adaptações precisam e devem ser valoradas como produto da cultura letrada, que amplia os horizontes culturais para os mais diversos suportes midiáticos, possibilitando assim,
uma convergência cultural bem ao gosto de Martín-Barbero e Henry Jenkins.
29
BORGES, J. L. Kafka e seus precursores In: Outras inquisições. São Paulo: Globo, 1989.
Ribanceira - Revista do Curso de Letras da UEPA
Belém. Vol. VI. Num.1. Jan.-Jun.2016
[ISSN Eletrônico: 2318-9746]
Se uma obra é rotulada de adaptação, é evidente que tenha se pautado em outra que seria a original. Faz-se então necessário recorrer a esta que foi, de alguma forma, geradora da segunda, a adaptada, e cotejá-la suficientemente para se ter os subsídios necessários ao posterior exame da adaptação. Portanto, passa-se ao épico de Durão.
O CARAMURU, de Santa Rita Durão
Estudar a história da literatura de um país é uma forma muito válida de ser ter um amplo panorama do modo pelo qual aquela pátria registrou, pela arte da palavra, os diversos momentos pelos quais passou. Nesse estudo, depara-se com obras e escritores conhecidos, estudados e lidos com frequência e com outros que por algum motivo caíram no esquecimento. Basta folhear a História concisa da literatura brasileira, de Alfredo Bosi, para encontrar autores tidos como canônicos (Machado de Assis, José de Alencar, Carlos Drummond de Andrade, para ficar apenas em três exemplos) e outros que praticamente sumiram das prateleiras das livrarias, dos bancos escolares e dos estudos acadêmicos, como o barroco Diogo Grasson Tinoco, o árcade Francisco de Melo Franco e o romântico Aureliano Lessa. Outros ainda lograram algum destaque por terem desempenhado importante papel histórico, como Bento Teixeira, autor de Prosopopeia, obra inaugural do Barroco brasileiro; e de Teixeira e Souza, autor de O filho do pescador (1843), primeiro romance romântico brasileiro.
O Caramuru, de Frei José de Santa Rita Durão, é uma obra de valor e reconhecimento controversos. Alguns críticos veem nela apenas valor histórico, como Waltersin Dutra ao afirmar que “[...] o Caramuru sobrevive ainda apenas pela sua posição histórica: foi o primeiro a tomar como motivo uma lenda local, a falar no índio brasileiro e a descrever seus costumes”
(1968, p.349). Outros, como Antonio Candido (1976, p.187), acreditam que o épico de Durão é pouco estudado e, pior, mal estudado. No entanto, parece haver consenso quanto ao aspecto
indianista da obra. Durão conseguiu mostrar o indígena brasileiro mais real que seu contemporâneo Basílio da Gama.
Os costumes das tribos brasileiras, a fauna e a flora são retratados com algum rigor, possibilitando uma visão razoável da realidade. As informações de que se vale Durão são atribuídas principalmente à História da américa portuguesa, de Rocha Pita. Encontra-se pelo
épico boas descrições de plantas, animais e de ritos indígenas, que elucidam muito claramente o que era o Brasil. É o que se vê no Canto VII, quando Diogo Álvares relata ao rei da França
as maravilhas do Novo mundo:
Ribanceira - Revista do Curso de Letras da UEPA
Belém. Vol. VI. Num.1. Jan.-Jun.2016
[ISSN Eletrônico: 2318-9746]
XXXIII
(...)"
Trecho do artigo de Dílson César Devides sobre O CARAMURU de autoria de Frei José de Santa Rita Durão.